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para a guerra
rosas
innersmile
No site do Público, à pergunta se o conselho de segurança da ONU deve votar e resolução para desarmar o Iraque, 35% dos respondentes acha que sim, e 65% responde que não! Não percebo. Não percebo o que isto significa. Não percebo se significa que, para a maioria das pessoas, o Iraque não deve ser desarmado, nem sequer pela ONU. Se significa que a maioria das pessoas acha que o desarmamento do Iraque não está na ordem do dia. O grande argumento usado pela generalidade dos opositores da guerra é o de que os EUA se propõem avançar à revelia da ONU. Mas face a esta percentagem de respostas, e caso ela seja significativa em termos de representatividade claro, já não sei se isso é assim tão importante. Porque para 65% das pessoas que votaram na sondagem do Público o que está em causa não é a falta de mandato da ONU para a intervenção, mas a própria intervenção no Iraque.
Ou o Bush, como diz a metabolica, é tão desastrado que já conseguiu por toda a gente a favor do Iraque? Ou o que paira sempre por aqui é o sentimento anti-americano dos europeus em geral, e dos portugueses (e franceses) em particular? Ou as pessoas efectivamente acham que o Iraque é uma democracia e que o Saddam é o pai dos pobres? Ou é uma reacção generalizada à hipocrisia sempre reinante na diplomacia, e as pessoas condenam a utilização de argumentos políticos que encobrem razões económicas? Então, e neste último caso, as pessoas reagiriam mais favoravelmente se todos (quer dizer, o Bush, o Blair, o Rumsfelda, etc.) assumissem que esta é apenas mais uma guerra pelo petróleo?
Não percebo. E parece que cada vez percebo menos...

Mas viver neste mundo já foi, in my own lifetime, uma experiência mais entusiasmante. No outro dia lembrei-me de dois acontecimentos, que não foram há tanto tempo quanto isso, que deram um forte boost de esperança no futuro da humanidade: a queda do Muro de Berlim e a queda do Apartheid. Durante muitos anos quer a divisão da Europa à custa de arame farpado e ideologia, quer a manutenção de um regime racista e violento com o beneplácito das ditas nações civilizadas, pareciam situações eternas, que nenhuma força de vontade humana seria capaz de derrubar. E no entanto, essas duas aberrações foram derrubadas. Abriu-se uma janela de esperança. Mas realmente estava escrito, e com letras bem grandes, que ao desfazer de velhos equilíbrios, ainda que fosses equilíbrios perniciosos e diabólicos, se segue inevitavelmente um tempo de confusão. Enfim, esperemos que também para isto haja uma saída...

Eu, pelo sim pelo não, logo à noite conto ir ver Belle Chase Hotel!

Só mais uma coisinha: já estou ligado aqui no serviço ao Messenger. Agora só falta aprender a trabalhar com aquilo. Entretanto, pede-se aos meus interlocutores, paciência. Muita paciência...