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cleopatra et al
rosas
innersmile
Na segunda à noite revi o Chicago. Ok, o filme não é assim tão bom, mas a música é irresistível, e alguns dos ‘números’ estão fantásticos. Continuo em lista de espera para o dvd.

A terça-feira de carnaval foi dedicada ao dvd de CLEOPATRA, do Joseph L. Mankiewicz, com a Elizabeth Taylor, o Richard Burton e o Rex Harrison. À tarde os dois discos com o filme (4 horas e 3 minutos) e à noite o disco dos extras. Para além da grandiosidade, e mesmo da sumptuosidade, da produção, que só por si torna este filme extraordinário, há um sopro épico, quase shakespeareano, que dá profundidade, relevo e sombra ao filme. Parte substancial deste fôlego repousa nos diálogos brilhantes, de uma grande intensidade dramática e de uma concisão de epigrama. Frases admiráveis, que elevam as figuras de Cleópatra, Júlio César e Marco António à condição de verdadeiros deuses, de cujo destino parece sempre estar dependente o dos simples mortais como nós. Um filme admirável, a que nem falta aquela ponta de mácula que têm as obras-primas falhadas. Interessante é também o documentário incluído na edição, aproximadamente 2 horas que relatam as vicissitudes porque passou a produção deste filme, e tenta realçar o seu papel no contexto da indústria cinematográfica, nomeadamente no que toca à casa produtora, a 20th Century Fox, e ao grande cinema de estúdio de Hollywood. Enfim, um verdadeiro banquete para cinéfilos.

Na segunda à noite, depois de Chicago, fui a um bar, o Causa Nostra, em Aveiro. Actualmente, não é muito frequente sair à noite, e já nem me consigo lembrar da última vez em que saí numa noite carnavalesca (if ever!). Apesar da confusão, foi uma noite agradável, pela companhia, e também pela atmosfera descontraída e simpática do bar. Um sítio onde se consegue estar à vontade, e, mais do que tolerado, um tipo sente-se bem-vindo.

Anda-me a preocupar uma certa dependência em relação ao lj, e, pelos visto, não sou o único que ando a pensar nisto! Not that there’s anything wrong with it, como diria o Seinfeld, mas não há necessidade de passar os meus dias de trabalho a aproveitar todos os intervalinhos para vir aqui espreitar. E, o que é mais grave, a adiar algumas coisas só para poder estar descansado a ler o lj! Ok, que a procrastinação sempre foi um dos meus mais terríveis vícios [e também, é certo, uma das minhas mais admiráveis virtudes, if I say so myself;-)], mas acho que ando a passar as marcas do aceitável. Alguma coisa tem de ser feita a este respeito. Até porque, se tenho alguma falha de carácter, é esta sensação de incomodidade que começo a ter quando me sinto dependente emocionalmente de alguém ou de alguma coisa! O pior é que já tenho ali armazenados textos que dão para duas ou três entradas...
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