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amok
rosas
innersmile
Teatro, ontem, no TAGV: Amok, uma peça de Jacinto Lucas Pires feita com base em três textos de Stefan Zweig (um deles o '24 Horas Na Vida de Uma Mulher'), encenada por Luis Gaspar. Texto lindíssimo, daqueles que nos apetece "viver".

Entretanto, na fila à minha frente sentou-se uma amiga de há muitos anos, a Guida, que estava por sua vez acompanhada de uma amiga a quem me apresentou. Esta amiga disse que achava a minha cara familiar e começámos ali a trocar cromos acerca de possíveis locais / circunstâncias de onde nos pudéssemos conhecer. De repente ela volta-se para trás e pergunta-me se eu não era um "rapazinho" do Bairro que há muitos anos tinha tido uma doença grave e que até tinha ido ao estrangeiro tratar-me! No fim do espectáculo ela pediu-me desculpa por ter falado no assunto, mas que tinha sido espontâneo e que realmente ela lembrava-se porque na altura toda a gente do Bairro comentava a história e sabia quem eu era. Não fiquei chateado, claro, nem sequer "impressionado", mas acho que foi a primeira vez em 20 anos que alguém me identificou por associação com esse episódio.
Porque é que eu falo aqui nisso? Vá savoir... Bom, talvez porque faça este ano (este mês) 20 anos que eu adoeci...

Dois dias , hoje e amanhã, em formação. Este tipo de formação "comportamental" tem sempre a parte divertida (e formativa, naturalmente) de nos interrogarmos acerca de uma série de comportamentos e atitudes que temos habitualmente de uma forma mais ou menos inconsciente.

Ando com o coração a bater à tona do peito. Se não fosse tão gordo, quase que se podia vê-lo bater através da pele. A pergunta é se, mais uma vez, ele não estará a bater para nada...
(SG: "o coveiro que o diga quantas vezes se apoiou na enxada, o coração que o conte quantas vezes já bateu para nada"; acho que é mais ou menos isto, mas não tenho a certeza, estou a citar de memória)
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