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A Selva
rosas
innersmile
Não sei se A Selva vai ser o sucesso público que os seus produtores e autores esperam. Porque se há uma coisa que este filme prova, é que o cinema não está na grandeza dos meios técnicos e financeiros, não está na desenvoltura e na segurança dos planos, não está no encadear de cenas de maior ou menor impacto. O cinema, para ser grande, precisa apenas de 2 coisas, e de 2 coisas relativamente simples: uma boa história, e uma maneira de contar essa história que envolva (do ponto de vista emocional ou intelectual, ou ambos) o espectador.
Não que o filme de Leonel Vieira seja um falhanço. Raramente no cinema nacional se viu um tal domínio das técnicas narrativas cinematográficas, um tão grande rigor na composição do plano, um investimento na composição das personagens que as distingue das meras caricaturas (mesmo num actor de limitados recursos como Diogo Morgado, uma sombra, ok! uma bela sombra!, ao pé do brasileiro Chico Diaz, ou do underacting soberbo de Gracindo Junior). Mas falta ao filme tensão dramática, falta aquilo que nos impede de exclamar "I don't give a damn" a propósito do destino dos personagens, mesmo quando estamos deslumbrados com os magníficos travellings rasantes sobre a selva amazónica.
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