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que sono
rosas
innersmile
Que sono!

Um princípio de dia terrível, cheio de tensão. Por muito que eu prometa a mim próprio não me enervar com coisas que não vale a pena, a verdade é que acabo sempre muito tenso, e depois, para diminuir a tensão, descarto coisas importantes. Que estúpido...

Ontem bati um novo recorde pessoal na natacinha: um treino de 2000 metros. Uma hora a nadar, quase sem interrupções. Queria pôr aqui o esquema completo de treino, mas faltam-me 300 metros! Assim, só posso dizer que foram 300 de aquecimento, 1400 de treino e mais 300 no final para chill out. Fiquei muito satisfeito. Claro que ajudou muito o facto de ontem, por ser dia de latada e por ter havido temporal (com corte de energia) por volta das 8, ter ido muito pouca gente à piscina e podermos nadar à vontade.

A semana passada morreu o actor Richard Harris. Nunca foi um actor de primeira grandeza, apesar de, nos últimos anos, ter aparecido em projectos de grande público, como o Harry Potter e o Gladiator. O princípio da sua carreira foi marcado por flmes de acção, mas para quem viu (e para quem gosta de) cinema dos finais dos anos 60 e nos anos 70, o nome de Harris faz parte de um grupo de actores ligado a alguns dos filmes marcantes dessa altura (o Deserto Vermelho do Antonioni, O Homem a Quem Chamaram Cavalo). Além disso, Harris sempre personificou uma determinada geração, que eu já só conheci de raspão, que era uma mistura de jet set e de lost generation.
Primeiro com a morte do Oliver Reed (cujo último filme, curiosamente, foi o Gladiator) e agora com a do Richard Harris, é um tempo que chega ao fim; ou melhor, é um tempo que já tinha acabado há muito (desde que as mortes por overdose deixaram de ser glamorosas, a clínica Betty Ford começou a tratar as dependências alcoólicas e a sida dizimou aqueles que subiam mais alto, ou alto demais), e de que se vão apagando, agora, os últimos sinais.