October 19th, 2002

rosas

credo!

Eu e o gugas passámos a tarde cada um esparramado em seu sofá, a ver o Nightmare Before Christmas (tenho de arranjar uns dvd's alternativos, um dia destes sabemos de cor o Jack; eu apostava no Shrek ou no Monsters Inc., mas, quando falo em comprar um dvd, ele diz sempre com um ar displicente que há o Harry Potter em dvd!) e a comer pães de leite com fiambre.

Esta semana foi abrasiva. Acontecimentos funestos, a criarem um clima de angústia. Claro que este tempo do cair da folha também não ajuda. E o clima generalizado de desânimo só piora.
Eu tenho a tese de que que cada povo tem os governantes que merece,e realmente nós os portuguesitos (os tugas...) somos um bocado medíocres, por isso não admira que os nossos estadistas sejam de tão reles safra. Já não há pachorra para o Portas e para a Cardona, ambos especialistas em porem o pé na bosta!, mas a verdade é que o Ferro ao usar o termo "palermas" referindo-se aos adversários (ok, eu até reconheço que no primeiro embate até achei graça) trouxe o debate político para um novo fundo (a velha história de que sempre que achamos que tocámos o fundo, descobrimos logo a seguir que afinal ainda havia um fundo mais fundo). O que se seguirá? Insultarem as mães uns dos outros? A desculpa de que se terá tratado de um desabafo de alma (ou lá o que o Costa lhe chamou) não melhora nada: dos políticos esperamos precisamente que reajam com calma e cabeça fria perante as adversidades. Aliás, para estados de alma já nos chegou o Guterres que, com a sua maçada depressivo-melancólica, deixou o país entregue aos bichos.

Dois dias seguidos goraram-se as expectativas de encontros (porque é que eu estaria de tão mau humor?!?!). Ontem, ao subir a escada, às 10 da noite, com um saco de roupa limpa numa mão e a revista Os Meus Livros na outra, tive uma visão de mim próprio que me fez um bocado de impressão. Hoje, cena repetiu-se (menos o saco de roupa, e os suplementos do Expresso em vez da revista). A verdade é que eu não me esforço muito para sair e estar com as pessoas. E, erradamente, muito erradamente, acho que o frenesim dos dias úteis me satisfaz as necessidades de interacção humana. Mas o silêncio, como dizia o Simon, cresce como um cancro..