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Minority Report + Austin Powers: Goldmember
rosas
innersmile
wow! Adorei o Minority Report. As minhas expectativas já era elevadas, mas o filme conseguiu suplantá-las. O SS é um mestre da narrativa, o filme parece que nem toca no chão, desliza como os automóveis magnéticos. O ambiente série B vai a matar com o tom pós-apocalíptico das histórias do Philip K. Dick. Também aqui, está-se mesmo a ver que aquela perfeição toda só pode estar sustentada numa inversão qualquer de valores. E Spielberg é sempre muito atento aos valores mais simples e essenciais. O que dá magia aos filmes de Spielberg é o facto de ele correr riscos. Este filme não será tão arriscado como o anterior A.I., mas mesmo assim é um filme que faz relativamente poucas concessões ao que será o gosto dominante do mercado, o que não deixa de ser interessante, e irónico, dado estarmos a falar de um realizador que é conotado com os blockbusters que realizou.

Confesso que tenho um fraquinho (um fracão será mais exacto) pelo Austin Powers, International Man of Mistery. Mesmo quando o seu humor é mais primário e escatológico, eu acho que o agente secreto tem um encanto muito especial. Apesar de narrativamente o filme ser fraquito, os gags, os números musicais, os trocadilhos, a galeria de personagens vierd, como diria o Goldmember, mostram que Powers ainda está cheio de Mojo. E que Dr. Evil é o vilão (ex-vilão, actually) mais divertido e complexo desde a fundação dos agentes secretos.
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