September 27th, 2002

rosas

julio césar no egipto

Que ideia tão infeliz, porra! Depois do jantar, fui ao CoimbraShopping para ir à ver se os meus óculos estavam prontos. Não estavam. Depois, já que estava ali, decidi ir às compras para poupar a ida amanhã. Que péssima ideia. Ó Belmiro, tu desculpa lá, pá, mas eu detesto o Continente (está descansado que eu continuarei a ler o jornal todos os dias). Demorei mais de uma hora para comprar meia dúzia de merdas! Nunca sei onde estão as coisas, está tudo mal arrumado (cabe na cabeça de alguém os iogurtes estarem em dois corredores diferentes? não deviam estar todos juntinhos num corredor só?), não encontrei metade das coisas, tive de perguntar por algumas (de que vale ter a manteiga Milhafre não ao pé das outras manteigas, mas... "por baixo" dos iogurtes. Ok, não faço ideia onde é que estava, o tipo de lá é que foi buscar), paletes de pessoal nas caixas. Uma confusão. Volta sítio do costume, estás perdoado.

Agora está a dar no Mezzo a ópera Julio César no Egipto, de Handel (ou será Haendel? não sei qual é a grafia correcta, vejo o nome dele grafado dos dois modos). Tanto quanto consegui apurar, depois de uma intensa pesquisa, tratar-se-á de uma encenação de Peter Sellars com o contratenor Jeffrey Gall. As vozes são prodigiosas e a encenação, como seria de esperar, é louca, não tanto por causa da actualização das personagens e do guarda-roupa, mas sobretudo por causa do humor e da ironia.
Entretanto, na minha aturada pesquisa, descobri que há uma gravação desta ópera com o Andreas Scholl e a orquestra de Copenhaga, que fiquei com vontade de conhecer.
Também descobri, como se nota acima, que o canal Mezzo tem um site. É um pouco confuso, mas, face à ausência de teletexto e de guias de programação, sempre é melhor do que nada.