September 19th, 2002

rosas

estação velha

estação velha

Abate-se sobre nós a solidão da espera. Estamos frios e despidos, secos e abandonados. Arrepiamo-nos porque sopra uma brisa, porque o vento, no seu voluntarismo inabalável, canta uma canção qualquer.
Antes, acreditávamos nos dia. Sabíamos que virias, e esperávamos o teu milagre da carne. Cantávamos, porque quem cantava era o oiro que brilhava sob a tua camisa. Seguíamos por linhas paralelas à procura das promessas.
Depois, tu chegaste. Tudo chegaste. Tudo inundaste e deixaste-me a escorrer como uma pedra. Pedias-me a chorar que te odiasse. Não fui capaz