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Insomnia
rosas
innersmile
Apesar de hoje ter sido dia de não fazer nada, ainda continuo cansado por causa do dia de ontem. Uma tensão constante, sempre a correr e sempre com a sensação de estar a correr contra o tempo. À tarde, durante uma confusão qualquer, telefonam-me a dizer que a minha mãe tinha ido para a urgência porque a costura das costas tinha aberto. Fui lá ter e entrei para dentro da sala onde a coseram de novo. A costura estava toda aberta, a carne afastada, como quando se dá um golpe com uma faca afiada num pedaço de carne. Is that weird or is that weird? Claro que ela ficou cheia de dores e a costura, que estava tão bem feitinha, vai ficar horrivel e grossa. E perturba-me aquilo, ao fim de quase 2 semanas, ter aberto assim, como aqueles sacos plásticos que trazem uma fita de selagem.

Saí do W perto das 8, fui buscar a Cristiana, fomos jantar, passámos lá por cima para ela ver os meus pais e depois viemos para aqui. Paleio até às tantas. Ainda estivemos a ver o The Straght Story, que ela nunca tinha visto. Vai ser a primeira vez, em muitos anos, que não vai haver uma huge birthday party por ocasião dos anos dela, que já se fazia desde os tempos do Porto. Ontem, ainda nos rimos a recordar a festa no ano em que houve a expo. Eu e a Gaby decidimos montar no mini-apartamento da Cristiana (onde ela recebia perto de 50 pessoas!!!), a nossa própria versão da Expo, dando nomes aos vários recantos do apartamento. A sanita era o pavilhão da utopia e na varanda era aquela cena dos desportos radicais: oferecia-se mil paus a quem saltasse da varanda para a Constituição, única forma de tentar esvaziar o recinto. Bons tempos. Como ela vai já regressar a Timor na próxima semana, este ano não vai haver get together. É pena: há pessoas que eu só vejo nas festas da Cristiana e tenho pena de não estar com esse pessoal este ano.

Hoje, depois de a ir por à estação, fui ver o Insomnia, do Chris Nolan. Um thriller daqueles à maneira, muito bem construído, a segurar-se no carisma forte das principais personagens, usando como trunfo as imagens fortes e uma montagem segura e sincopada. A receita não é muito original, mas quando é bem feito e bem conseguido, ficam sempre garantido um bom pedaço de entertainment. Claro que os actores principais ajudam muito: Hillary Swank surpreende, Robin Williams está seguríssimoe Al Pacino..., bem Pacino está poderoso. A gente baba-se a olhar para o acting daquele tipo, quase que se sentem as ondas a soprarem ao de leve no nosso cabelo!
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