August 16th, 2002

rosas

Scooby Doo

Ontem fui com o Gugas ver o Scooby Doo. Grande seca. Nem ele, que estava cheio de vontade de ver o filme, ficou muito convencido. Apesar de a animação ser muito bem feita, falta-lhe a força do argumento.

Um destes fins de tarde, a caminho e casa, decidi parar na baixa e fui à Novalmedina. Duas raridades deliciosas: o cd da Banda do Casaco 'Dos Benefícios de um Vendido no Reino dos Bonifácios' (o primeiro eles, I presume) e o RadioActivity, dos Kraftwerk. Foi dos primeiros lp's que eu comprei na vida e é, em duvida, o meu preferido dos KW (apesar de Model ser a minha composição preferida deles, que é do Man Machine, acho eu). Tambem gosto muito do Trans-Europe Express, mas há qualquer coisa no RA que me arrebata.

Vou relendo Alexandra Alpha, do José Cardoso Pires. Há um rigor dir-se-ia cirúrgico na escrita de Cardoso Pires, cada palavra faz sentido, não tem gordura nenhuma, é só osso, sangue e músculo. É um livro para ler devagar, para reparar em cada frase, quase como se JCP estivesse a inventar uma nova linguagem, uma maneira nova de nomear o mundo, os afectos, as pessoas e as relações que as interligam. Uma escrita depurada como o sol do meio-dia no mais luminoso dia de agosto.