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Va Savoir / Sabe-se Lá
rosas
innersmile
Ida ao Porto, ontem, para levar a M. a S. João. Qualquer pessoa sabe que o caminho mais rápido entre Coimbra e S. João da Madeira passa por um cinema do Porto! No Nun'Alvares, para ver Va Savoir / Sabe-se Lá, de Jacques Rivette. Uma comédia romântica na acepção não-hollywoodiana do termo, elegante e etérea como um perfume, jovial e complicada como uma mulher bonita (a mulher é a espantosa Jeanne Balibar; mais do que interpretar a principal personagem, é à sua volta que o filme se constroi, seguindo os balanços do seu coração e as indecisões dos seus passos).
Antes do filme, um gelado na Foz. Depois, uma francesinha no Capa Negra.

De resto, continua o tempo da voracidade. As coisas passam a correr, e eu nem tenho tempo de olhar para elas, de reflectir, de me preparar. A minha necessidade de ruminar os acontecimentos, com o vagar com que a vaca processa o alimento. Nada disso. Hoje, que eu contava passar sem sair de casa, um daqueles almoços que demoram toda a tarde [Ok, foi por uma causa óptima, para comemorar a licenciatura da C (o "rasganço", o primeiro a que assisti, foi na sexta-feira)]

Ontem, quando ia pagar a portagem da auto-estrada com o multibanco, o cartão morreu. Nada. Não respira, não diz nada. Sobretudo, não faz funcionar as máquinas que dão dinheiro. Por sorte, tinha uma nota de 20 euros no bolso da camisa, mas tive de pedir à M mais 10 emprestados para oder por gasolina. Como raio é que um cidadão sobrevive na sociedade dos nossos dias sem cartão multibanco.
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