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caetano: concerto
rosas
innersmile
A música não termina (para Ana)
Raras vezes vi Caetano (e Jacques, e os meninos) tão entregue à música, ao espectáculo, às palavras, ao público. Um concerto sem fim, onde o o acompanhamento simples ao violão resgatava a memória (nunca tinha ouvisto ele a cantar o Coração Vagabundo, só de me lembrar apetece-me chorar, meu coração vagabundo que guardar o mundo em mim) aos radicais cortes impostos pelos arranjos para a banda. Há ali uma intemporalidade mágica, mistura entre aquilo que nós trazemos para a sala e o futuro para onde Caetano nos projecta. E alegria, sorriso nos lábios. Alegria, festa, corpo.
Só pecou o público. Os festivais de exibição dos tios e das tias estão-se a tornar uma coisa insuportável. Muitas vezes o cantor chamou e ninguém, ou quase ninguém, respondeu. Só no fim foram abandonadas as poses para as fotos das revistas. Bleurgh!

Antes, dei um saltinho à FNAC do Chiado e encontrei o novo livro do Pedro Sena-Lino. Ainda só li em diagonal, mas já houve um poema que me prendeu os olhos. Comprei também 'Agora e Na Hora da Nossa Morte', de José Agostinho Baptista.

Hoje cheguei aqui ao W e o inferno estava à minha espera. Montes de papeis a precisarem, vá se lá saber porquê, do meunome rabiscado. A coisa mais inútil que eu faço é por o meu nome em tudo o que é material incineravel! Depois, uma corrida desatada: prazo de 3 dias para enviar para a tutela a lista de todos (TODOS, e por aqui trabalham para aí duas mil e quinhentas pessoas) os contratados, e justificações, sector a sector, nome a nome, para serem considerados imprescindíveis. Quod non est in lista non est in mundo, ou seja, quem não constar da lista não poderá ('poderá' só, não há certeza que o seja) contratado ou ver o seu contrato renovado. A quantidade de trabalho que isto implica, as perturbações no serviço, já consumiram mais recursos que os contratados propriamente ditos. Que falta de sentido para tudo isto.