June 10th, 2002

rosas

de phazz e arto lindsay: concerto

"Baby sneezes Mommy pleases Daddy breezes in". Não sei porque é que não tinha nenhum disco da Carly Simon. Incomodava-me não ter cá em casa a Coming Around Again e a Nobody Does It Better (e, já agora, também a You're So Vain). Ok, o mal foi reparado e já cá está. Em saldos, ainda por cima, que é para saber melhor. Como não uma sem duas, hoje recuperei outra celharia: Sounds of Silence, dos Simon & Garfunkel. Bom, das dezenas de citações de canções do Paul Simon que eu poderia transcrever para aqui (a I Am A Rock poderia vir para aqui integral), escolho esta, de uma canção que não conhecia: "I was 21 years when I wrote this song I'm am 22 now but I won't be for long Time hurries on And the leaves that are green turn to brown And they wither in the wind And they crumble in your hand"

Claro que estou contente por a selecção ter ganho o jogo contra a Polónia. Mas preocupa-me uma nação que há 4 dias estava deprimida por "termos" perdido um jogo de bola, e hoje está eufórica por termos ganho outro.Quando essa condição de alternar momentos de depressão com outros de euforia ocorre nas pessoas, os psiquiatras dizem que estão maníaco-depressivas! Não há é Prozac que nos safe!

Concerto ontem, no Choupalinho (não lhe consigo chamar Praça da Canção). Pouquíssima gente para ouver De Phazz e o Arto Lindsay (de quem estou a ouvir o Mundo Civilizado em revisões da matéria dada). Esse aspecto foi mesmo o mais desagradável, sobretudo durante o concerto do Arto em que a chuva fez desmobilizar as poucas pessoas que lá estavam, cabendo os resistentes no cantinho por baixo da cobertura, junto ao palco. Bem, terá sido um erro de casting por o AL a tocar num festival ao ar livre. A sua música séria, madura, experimental, sofisticada, mais cerebral que emocional, pede outro tipo de auditório, mais íntimo e próximo. Mesmo assim, um concerto memorável, a mostrar porque é que o nome de Arto aparece nos line ups dos discos de alguns dos melhores criadores de música de todo o planeta.
No Sábado estive ocupado e não pude ir ver Courtney Pine e a Cinematic Orchestra. No jornal, refere-se que foi um óptimo concerto, apesar de , lá está, ter tido muito pouca assistência (mas pelos números referidos, suponho que ainda deve ter estado mais gente do que ontem). É pena, porque não havendo adesão do público, não há grandes razões para se repetirem este tipo de eventos em Coimbra. E depois queixamo-nos de que na cidade nunca acontece nada
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