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anti-governamental
rosas
innersmile
A medida que o governo tomou de despedir (seja lá qual for o eufemismo encontrado para dourar esta palavra) os contratados da função pública, é injusta, inutil e injustificada. Injusta porque põe no desemprego pessoas jovens, motivadas, dedicadas, trabalhadoras; ou seja aquele grupo de pessoas que deveriam interessar à administração. Inútil, porque estes despedimentos não vão poupar uma grama da despesa pública: são as pessoas que ganham pior, são um grupo relativamente pequeno, os serviços vão ter que compensar a falta que elas fizerem, recorrendo ao trabalho extraordinário ou contratando pessoal através de vínculos ainda mais precários. Injustificado, porque porque vai criar instabiliade e ruturas nos serviços, piorando a qualidade do serviço prestado pela administração pública, diminuindo a sua eficiência e a sua eficácia, contribuindo para aumentar um clima de suspeição em relação aos funcionários públicos que não resolve coisa nenhuma nem contribui rigorosamente para nada de positivo.
Isto assim, a frio, já parece mal. Mas é pior: acabou de sair aqui do meu gabinete uma funcionária a quem tive de comunicar que o contrato dela, que termina no dia 31 (na próxima semana), não vai ser renovado. É uma pessoa que trabalha aqui há ano e meio, jovem, dedicada, envolvida e participativa (e para quem, naturalmente, ficar desempregada representa um grave problema pessoal). Não lhe consegui explicar qual o sentido de a mandar para a rua porque, precisamente, não faz sentido nenhum mandá-la para a rua.