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frederico lourenço
rosas
innersmile
São poucas as pessoas com quem me posso sentir magoado. Não porque seja an insensitive bastard, mas porque aprendi, há muito, que a melhor maneira de não nos desiludirmos com os outros é começar por não criar grandes ilusões. Eu sei que isto comporta riscos muito grandes, sendo o maior o de uma progressiva desertificação afectiva e emocional, mas até agora não me tenho dado mal (e tenho consciência de que estas maneiras como reagimos são muito menos programadas e têm muito mais a ver com os feitios e com os perfis de cada um...).
Ontem foi uma dessas ocasiões em que me senti profundamente ofendido com alguém de quem gosto muito. Achei que ela (trata-se de uma "she") me tratou com menos consideração do que a que lhe mereço. E o facto de ela nem perceber muito bem porque é que eu fiquei tão ofendido, só adds insult to injury.

Entrevista no Mil Folhas de hoje com o Frederico Lourenço (é curioso que, de alguma forma, eu sabia que o MF ia voltar ao livro e ao autor; nem me apetece muito agora especular porquê, mas era daquelas coisas de que eu estava absolutamente convicto). O livro é um verdadeiro, e irresistivel, page turner e foi curioso ler hoje, na entrevista, FL assumir que recorreu a técnicas narrativas para produzir esse efeito.
Agora, passa-se uma coisa interessante: gostei de ler a entrevista, mas não compreendo muito bem porquê! É que não me trouxe nenhuma pista nova, nenhuma revelação, não acrescentou nada à minha fruição. Não quero ser presunçoso, mas penso que isso se deve ao facto de eu ter "percebido" o livro de uma forma quase total, completa. Quase como se tivesse sido eu a escevê-lo!