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Londres + Monsoon Wedding
rosas
innersmile
A peça com o Matt Damon chama-se "This Is Our Youth" e foi escrita pelo Kenneth Lonergan, o realizador de 'You Can Count On Me', um filme soberbo com o Mark Ruffalo e a Laura Linney, que andou metido na guerra dos oscars do ano passado. A peça passa-se em 1982 (o que é uma coincidência engraçada: duas pecas, esta e o Taboo, passadas na mesma época e ambas a reflectir sobre o mesmo universo jovem, apesar das enormes diferencas entre as duas), e o Matt Damon vai muito bem, apesar de se notar que estava hiper-mega-tenso, o que não admira: ontem era a estreia dele, não apenas em Londres, mas num palco ever!, desde as peças em que entrou quando era estudante. Além disso, houve uma cena estranha: a seguir a uma fala super agressiva e violenta, o Casey Affleck dá-lhe a contra-deixa e ele vira-se para o Affleck, diz-lhe qualquer coisa do estilo "tu é melhor não dizeres nada" e desata-se a rir. O público achou que tinha sido uma fifia e bateu-lhe palmas para o "encorajar", ele recompos-se depressa e a peça lá continuou. Mas eu fiquei na dúvida se teria sido mesmo uma falha ou se fazia parte do espectáculo. Gostei muito do Affleck, de certo modo até vai melhor do que o Damon, talvez porque o seu papel seja mais simples, não sei. A Summer Phoenix tambem não destoa. É engraçado que sendo ontem a estreia deles no cast (a peça tem estado em cena com outros actores), notava-se uma grande falta de segurança. O que comprova a teoria de que devemos escolher o momento exacto para ver um espectáculo teatral:nem muito cedo, para dar tempo ao espectáculo e aos actores para ganharem segurança, "respiração", nem muito tarde quando se começa a instalar um certo cansaço.
Bom, agora o "My Fair Lady" foi qualquer coisa... Um palco gigante, com dispositivos cénicos elaboradíssimos, mas ágeis e flexíveis: um conjunto de 6 arcos que serviam de base a todos os cenários: o escritório do Higgins, o mercado de Convent Grden, a Wimpole Street, etc. Mais de 50 figuras em cena, e mais de 3 horas de duração. Eu tenho um pequeno problema com este musical: sempre que o vejo, começo a fazer comparações com o filme do Cukor e com a Audrey Hepburne, e isso retira logo algum do impacto. É que o filme é mesmo tão perfeito que tudo fica um pouco abaixo na comparação. Mas este espectáculo do National Theatre tem pelo menos duas coisas fora de série: o staging, a encenação (a expressão mais expressiva é mesmo a francesa mise-en-scéne) e a coreografia do Bourne, que, cada vez que toma conta da cena, dá um boost de energia ao espectáculo. Alias, toda a concepção do espectáculo é muito "balletica" ao que não deve ser alheia a mãozinha do Bourne.
Além disto, vi ontem outro filme, Monsoon Wedding, do indiano Mira Nair. Um daqueles filmes de que eu gosto: um olhar terno (mas não destituído de uma ironia fina e penetrante) sobre uma família (de uma casta superior) que vive os dias de preparação de um casamento arranjado. O filme vai estendendo o seu olhar sobre as teias mais ou menos complexas que ligam os membros da família, em contraponto com uma outra relação mais espontânea que nasce entre dois "serviçais" da família, de uma casta inferior. A marcar o ritmo da história, breves planos, intensos de som, música e movimento, da vida trepidante da grande metrópole que é Dehli.
Daqui a pouco vou-me encontrar com a Adriana e vamos ao The Place, vêr um espectáculo de dança contemporânea, com coreografias (duetos) do Russel Maliphant. Enfim, saio daqui com a barriga completamente tirada de misérias.
Claro que não resisti às minhas melhores intenções e ja comprei cd's, livros e dvd's. Oh well!
Isto e que deve estar cheio de erros: nao e so a falta dos assentos, mas e usar um teclado pequenissimo, em que as teclas estao todas fora do sitio. Never mind...
(fiz a correção, mas fica este parágrafo a lembrar estes posts made in london...