April 10th, 2002

rosas

Julius Caesar

O cinema é cada vez mais o refúgio da sanidade visual nos nossos canais televisivos. Ontem era noite de boas alternativas, e eu, dado o "adiantado da hora", decidi gravar 'Julius Caesar', que começou, à meia-noite, na rtp2. Claro que fiquei a ver o filme todo, até às duas da manhã.
Joseph L. Mankiewicz fez, num preto-e-branco fabuloso, uma das melhores versões cinematográficas de obras de W.S. Tudo neste filme é grandioso e perfeito: a fotografia, os enquadramentos, a gestão das tensões dramáticas, as interpretações (Mason como Brutus, Gielgud como Cassius...), a música.
Mas o momento verdadeiramente estrelar do filme, é quando Marco António desce as escadas do senado trazendo o corpo morto de César, e incendeia os amigos, romanos e patrícios que, minutos antes, louvavam os assassínos: "I come to bury Caesar, not to praise him". Nesse momento, não apenas a sorte dos "honourable men" que esfaquearam César, mas o próprio destino de Roma, e o do Mundo, repousam no braço apolíneo de Brando.