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Peer Gynt
rosas
innersmile
"Subject: parabéns
Date: Wed, 13 Mar 2002 22:05:39 +0100
From:
To:novogrupo@teatroaberto.com

Assisti ontem, no novo Teatro Aberto, à representação de Peer Gynt.
Parabéns pelo novo espaço, que todos (vocês, mas também nós, o vosso
público) merecíamos.
Mas sobretudo parabéns por, neste momento de festa, terem escolhido um
texto rigoroso, e por nos terem apresentado um espectáculo belo e
entusiasmante.
Viva o teatro. Viva o Teatro Aberto!"

Não resisti a enviar um mail para o Teatro Aberto, contratulando-me com o o espectáculo com que estrearam o novo teatro, do outro lado da Praça de Espanha (tenho de confessar que sinto uma certa nostalgia pelo fim do velho e desconfortável barracão - foi, afinal, um dos sítios onde se iluminou o meu fascínio pelo teatro). E é realmente um espectáculo magnífico: o texto de Ibsen é um marco da literatura, um daqueles textos que conta o que há de essencial no ar que respiramos. E a produção do NovoGrupo é rigorosa e transparente, luminosa e aberta. A música, original de Eurico Carrapatoso constitui um verdadeiro aliciante suplementar ao espectáculo, e a interpretação de João Perdo Vaz é de cortar a respiração (lá vai o lugar-comum, mas é daqueles casos em que só o lugar-comum traduz a simplicidade de uma verdade). São perto de 3 horas e meia de função e, espantoso, no final estamos desejosos de começar tudo de novo, uma vez que voar montado numa rena até ao alto das montanhas não cansa!

A ida a Lisboa foi atribulada. Estava para sair de cá às 3, só saímos às 6. Toda a viagem a apanhar porrada, que o inverno tirou estes dias para mostrar os seus rigores. Chegámos ao hotel eram 8 e 15 e, depois do check in, a R não quis ir ao teatro; meti-me num táxi, cheguei ao Teatro Aberto eram 9 menos 20, comprei o bilhete, "jantei" um bolo e um sumo, e às 9 em ponto, hora do começo do espectáculo, estava sentadinho numa poltrona da nova Sala Azul. Ao fim de 5 minutos, todo o cansaço e tensão tinham desaparecido, afastados pelo imenso poder do deslumbramento.
Hoje, foi uma jornada um pouco parda. Não me disseram nada de novo, nem sequer o que eu acho mais importante. Mas esses desencantos não são para aqui chamados.
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