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alcóolicos anónimos
rosas
innersmile
Eu sei que não é propriamente o cúmulo da bravura ter um jornal, ainda que público, quando se está resguardado pelo anonimato de um pseudónimo. Nem há apreciável dose de coragem em usar a relativa segurança desse pseudónimo para tentar reach out and touch. Mas há, apesar de tudo, alguma exposição: não tanto ao possível julgamento dos outros, mas ao confronto conosco próprios, que acontece sempre que nos dispomos a sermos confrontados com os outros, ou pelos outros. Ou seja, há alguma dose de coragem sempre que nos dispomos a olhar para nós próprios com os olhos dos outros.
Agora há seguramente cobardia quando nos dispomos a confrontar os outros sem corrermos, nós próprios, o mínimo risco, mais não seja de expormos aos outros aquilo que eventualmente somos, ainda que no grau mínimo da revelação, como seja o uso de um pseudónimo. É sempre cobarde (eu diria: é sempre uma forma de nos alienarmos) confrontarmos os outros sem correr o risco de nós próprios nos confrontarmos conosco próprios.
Pensei, mais uma vez, em usar as alternativas ao meu dispor: limitar os comentários só aos utilizadores registados, limitar os comentários só aos friends, desactivar os comentários, e mesmo desistir desta versão aberta do diário. Depois, decidi usar a alternativa que me pareceu mais razoável e inteligente: dizer para mim próprio what the fuck e deixar tudo como está!