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y lost trio paranoias + salt lake city
rosas
innersmile
Mesmo à frente da minha janela, um cortador de relva from hell entretem-se a aparar o meu relvado cerebral. Porra!

Acho que foi qualquer coisa na edição de hoje do "homem que mordeu no cão" (não consigo por aqui o link: a minha torradeira atrapalha-se toda quando tento abrir o site da Rádio Comercial) que me fez lembrar dos Alberto Y Lost Trios Paranoias, um grupo (como se dizia na altura; agora diz-se uma banda) de paródia a alguns tiques do rock'n'roll, que havia nos anos 70 e de quem ainda deve sobreviver algures um vinil que eu tinha de título 'Italians from Outer Space'. Embarcado numa trip down Memory Lane, encontrei muito pouca coisa sobre eles nas ondas da net, mas fui dar ao porto seguro da Stiff Records, que foi "A" editora do new wave, ou seja, da música que se fez entre finais de 70 e princípios de 80 (a editora existiu desde 76 a 87). Para além dos artistas e dos grupos, as compilações da Stiff eram uma espécie de bíblia daquilo que era obrigatório ouvir. Na página de abertura do site, há uma lista interminável de toda a gente que passou (uns passaram mais depressa, outros foram ficando por lá) pela editora: uns são hoje incontornáveis (como o Elvis Costello), de outros não resta mais do que uma vaga lembrança (Joe 'King' Carrasco). Mas a maior parte, foram nomes que marcaram muito a época e que cairam no mais absoluto esquecimento, como o Wreckless Eric, os Devo, ou, a minha favorita, Lene Lovich. Por curiosidade, fui procurar nas Amazon se havia cd's da Lene Lovich; é incrível, mas, mesmo não tendo o vinil, e não ouvindo essas canções há para aí 20 anos, consigo lembrar-me de quase todas as canções do disco. Acho que um dia destes vou ter de o mandar vir.

(mais tarde)
Se tudo correr bem, a partir de hoje fico definitivamente aqui na minha casa.

Então a cerimónia de abertura dos jogos olimpicos de inverno dá ou não dá na tv?
Esta edição dos jogos está-me a entusiasmar, mas acho que é apenas porque me faz recordar de quando fui, em 94, a Salt Lake City. Visitei alguns dos lugares onde agora se vão realizar provas, nomeadamente um ski resort espectacular chamado Park City. Espectacular, não porque eu tenha gostado de esquiar lá, mas apenas porque o restaurante onde fui jantar tinha umas óptimas spare ribs!
Salt Lake City causou em mim uma impressão forte. Desde logo por causa de religião, da presença constante e mesmo um pouco claustrofóbica de religião mormon (acho que o nome oficial é dos santos dos últimos dias, mas não prometo). Além disso, foi a primeira cidade tipicamente americana que visitei, onde a presença da Europa é praticamente inexistente. Sentimos que efectivamente estamos num mundo diferente, outro. Visitei, fora de SLC, e para além de Park City, o Grande Lago Salgado, Provo, que é a segunda cidade do estado do Utah, a maior mina de cobre a céu aberto (uma cratera tão larga e funda que é visivel, dizem eles, do espaço), e uma cidadezinha fantasma dos tempos da conquista do oeste que se mantém inalterada, e, como o turismo é pouco, nada estragada. Verdadeiro cenário de filme de cowboys!
Pensando bem, acho que foi em Salt Lake City que me comecei a apaixonar pela América, a América profunda, das cidades espalhadas e vastas, dos espaços abertos e a perder de vista, dos camiões e cruzar auto-estradas de infinitas rectas. Se Nova Iorque ou Chicago são planetas diferentes deste onde vivemos, se S. Francisco me soube à pátria da liberdade, é, no entanto, nas cidades do interior, nas pequenas cidades que têm à entrada uma tabuleta a dizer o número de habitantes, que reside a América fantástica.