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gilbert & george
rosas
innersmile
Nas edições de hoje do Público e da Visão, entrevistas a Gilbert & George, a propósito da inauguração no CCB de uma exposição dedicada à sua obra.
Não me lembro se foi no ano passado, ou há dois anos, ia eu por Marchmont St., em Bloomsbury, perto de Russel Square, em direcção a uma das minhas livrarias (a GTW), quando me cruzei com eles os dois. Fiquei excitado pela casualidade do encontro. Na minha terrível ignorância sobre as artes plásticas, Gilbert & George são das raríssimas excepções, os poucos artistas cuja obra conheço razoavelmente, até porque é de tal modo distinta que é facilmente reconhecivel.
Agora nestas entrevistas, eles reforçam a ideia de que são esculturas vivas, e lembrei-me desse "encontro", porque foi exactamente a ideia que me transmitiram: muito bem vestidos, com um cuidado muito grande nos cortes e nas cores dos fatos, em total sintonia um com o outro, a pinça da tampa das canetas a aparecer nos bolsos dos casacos (tal e qual como nas fotografias que ilustram as reportagens hoje publicadas), os rostos tomados por um ar entre o beatífico e o esplendoroso, uma espécie de extâse quotidiano e tranquilo. Claro que era um ar composto, para ser visto e apreciado. Na altura, impressionou-me essa capacidade de compor uma personagem quotidiana para trazer quando saimos à rua.

Despojos do dia:
De certa maneira, comecei a desamar a minha amiga A. Uma série de circunstâncias, nada de muito tocavel, nada que ela me tenha feito. Mas houve uma qualquer decepção profunda e serena que me fez, quase de um momento para o outro, tomar consciência de que ela não era a pessoa a quem eu dedicava um carinho e uma ternura muito grandes. Que eu tenha decidido conscencializar isto no dia em que ela baixou ao hospital, num estado de grande fragilidade, faz-me sentir alguns remorsos. A tentação de não escrever isto, e, dessa forma calada, aquietar esse remorso. Mas decidi-me a verbalizar, até para me ajudar a compreender melhor o que se está a passar. Quando clarificamos os nossos sentimentos e as nossas emoções, podemos olhar para os outros de uma forma mais cristalina.

Hoje foi um dia muito emotivo, por causa da ida da R a Lx. O resultado não foi totalmente positivo, do ponto de vista objectivo, mas o importante é que o mérito do trabalho dela, e a sua competência, foram reconhecidos. Emocionei-me quando ela me telefonou a contar o resultado. Afinal, os nossos sucessos e as nossos fracassos são intimamente partilhados, e o facto de ser ela que está na berlinda, ou na ribalta conforme as circunstâncias, resulta só das nossas maneiras de ser, e do acordo tácito que nós, desde há quase 10 anos, temos vindo a cumprir de uma forma cada vez mais limpa, honesta e..., sim, a única expressão é ..e amiga. Quando hoje alguém lhe elogiou um documento que ela apresentou, nem por um momento ela escondeu que o documento era tanto dela como meu, e veio a correr para ao pé de mim, comemorar esta nossa pequena vitória.

À hora do almoço, um pouco perturbado pelas emoções do dia, não parei numa passadeira quando um polícia façanhudo saltou do passeio para mandar parar os carros e dar passagem a alguém. Logo a seguir, estacionei o automóvel durante 1 hora num local de estacionamento pago, sem tirar a senha (falta de centimos...achei que pagar 2 euros era um pouco exagerado). Aparentemente safei-me destes dois encontros com a transgressão, mas com a incómoda sensação de que fui um fraco cidadão.

Um casal de amorosos passarinhos pousou hoje no meu LJ ;-). Senti-me como o Captain Stubing do Love Boat! The Love Boat soon will be making another run The Love Boat promises something for everyone