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The Others + Legally Blonde
rosas
innersmile
Alguém me devia interditar por habitual prodigalidade! Ontem, surtida ao Porto (usual maratona natalícia de filmes com a MN, que está cá apenas por uma semana), e mais uma derrocada financeira.
Na Habitat, um candeeiro de mesa (lindo lindo), um tapete (sim!, outro) e um bule (mas este foi prenda da MN, que também me deu uma bumper plaque de Burbon Street, New Orleans).
Depois, ida a Fnac, precedida de muitas auto-promessas de que só ia ver; poix: o dvd do "The Graduate", que é um dos meus all time favourites e outro do The Broken Hearts Club, que eu andava com vontade de mandar vir, e assim o problema fica resolvido, com legendas e tudo.
Depois de uma paragem estratégica para uma francesinha, fomos para o Arrábida, mas só conseguimos ver dois filmes (as sessões das 21,30 e 22,00 esgotaram todas): The Others (um I-see-dead-people-kind of movie com o habitual final surpreendente, mas que se adivinhava a partir do terço inicial do filme; de qualquer forma, um thriller agradável, e com uma Miss Kidman em grande forma; btw, o filme ainda é pré-divórcio, já que o produtor é o Mr. Cruise) e Legally Blonde, uma "comédia universitária" que se deixa ver.
Já de saída o destino guiou-me até à loja da Strauss e pôs-me na frente um best of da Asha Bhosle, que é a "cantora oficial" de milhares (sim, muuuuitos milhares) de filmes de Bollywood. A primeira vez que eu ouvi falar nela foi na canção dos Cornershop 'Brimful of Asha'. Houve uma altura da minha infância (entre os 11 e os 14, talvez) em que vi toneladas de filmes indianos. Quando estive em Lisboa, havia um clube de video no CC Libersil só tinha filmes indianos, mas na altura eu não tinha VCR. Tenho saudades de ver um filme indiano (já andei a persquisar nas online shops se haveria o único título de que me recordo, "Bobby", mas não encontrei nada). A cinematografia indiana dita séria é conhecido no ocidente, mas este filão enorme de cinema de produção industrial e consumo massificado é pura e simplesmente ignorado. And yet... Bollywood é o maior centro de produção cinematográfica do mundo ( em segundo lugar vem HK, e só depois Hollywood), e este cinema é feito, as far as I can remember, de um feerismo fantástico, totalmente irrealista, sempre com um fundo musical forte, seja uma história de amor, um (curry) western ou um thriller. Essa vivacidade é perceptível no cd da Asha, uma música que, tal como os filmes, indianiza géneros musicais e devolve-os num festival de cores e ritmos verdadeiramente imparável.

Quando vinha, à noite e sózinho, de regresso a Coimbra, ouvi na rádio a notícia de que morreu a Cássia Eller. Conheço mal a sua música (apenas os clips que de vez em quando passam no GNT e no Canal Brasil), mas agradava-me o ar de butch dyke que ela cultivava e o tom provocatório que adoptava em algumas entrevistas que li. Não sei se é correcto, e nem percebo bem porquê, mas eu tinha-a na minha galeria imaginária de figuras rimbaudianas, provocatórias e marginais, que habitam as small hours, entre fumo e alcóol. Ainda antes de ir à procura de informação, já adivinhava que a sua morte teria que ter a ver com a ingestão de substâncias perigosas.
Estranho... mas, mesmo sem saber porquê, sinto-me um pouco mais só.
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