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Na segunda-feira faltei, escandalosamente, à conferência do Dalai Lama no Gil Vicente em Coimbra, depois de me ter esforçado para arranjar um dos muito cobiçados (e esgotados...) bilhetes. Re-marquei reuniões, programei as coisas de forma a poder sair à tarde, mas alguém decidiu aproveitar a minha ausência para cancelar uma reunião supostamente decisiva (que, naturalmente, não resultou em nada!) com a desculpa de que eu não ia estar presente. Ora, era uma daquelas situações tipo "morra quem se negue" e eu não podia dar o flanco dessa maneira. Cedi o meu bilhete à Ad. (ok, it made her day!, por isso o Dalai Lama não ficou a perder...) e fiquei, furioso e roído, no W. Claro que esta situação contribuiu para aumentar o meu mal-estar em relação ao W e a algumas das pessoas com quem tenho de colaborar mais estreitamente.

Gostava muito de ter ido à conferência, mais pelo prazer de ver ao vivo o Dalai Lama do que propriamente para ouvir o que ele ia dizer; não porque não estivesse interessado nisso, mas porque estes momentos, por estarem carregados de emoção, não são os mais propícios a aprendermos seja o que for. A Ad. formulou, por escrito, uma pergunta cuja resposta era das que mais me interessava ouvir, mas a pergunta dela nunca chegou a ser formulada ao Dalai Lama.

O Budismo interessa-me, sobretudo, por ser uma religião sem deus criador, ou seja, por ser muito mais uma disciplina espiritual do que propriamente uma religião, pelo menos no sentido das grandes religiões monoteístas que conhecemos. Liberto da tirania desse deus absoluto implacavelmente bondoso, o homem, sozinho, pode procurar o caminho do esclarecimento, do enlightment (traduzir por "iluminação" soa mal, parece que estamos a falar da edp), da plenitude espiritual.