?

Log in

No account? Create an account

sexo, drogas e diogo infante
rosas
innersmile
"be yourself no matter what they say"


Ontem, no Gil Vicente, Sexo, Drogas e Rock'n'Roll, de Eric Bogosian. O Diogo Infante é realmente um actor admirável, que, apesar de ter uma carreira limpa no cinema e na TV, encontra no palco o seu verdadeiro modo de expressão. Segura a peça, controla os personagens e domina o tempo. Do texto confesso que já não gostei assim tanto. Acho-o um bocado datado (mesmo não sabendo exactamente quando foi escrito), localizado e totalmente desprovido de subtileza. Além disso, parece-me que havia (culpa do texto?) um certo mal-entendido entre a peça e a plateia: esta achava que a peça era cómica e agia em conformidade: risos quando não havia motivo para rir, aplausos quando a piada tinha realmente piada!; a peça era, como esperável num texto do EB, não tanto cómica como cínica, ácida e amarga. Claro que num registo de humor, mas há uma certa diferença entre um olhar irónico e mordaz sobre a realidade e os registos tipo 'conversa da treta', que, quer-me parecer, foi mais o que o público leu.

Hoje de manhã, no rádio do carro, o Sting a cantar a canção que fala sobre o Quentin Crisp. É uma canção lindíssima e que me deixa sempre um pouco nostágico: Nova Iorque, o QC, que usava a sua fragilidade como uma verdadeira arma de arremesso, a memória do video-clip a preto e branco, o sax suave de Branford Marsalis.