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rosas
innersmile
Recomeçou ontem a natação, e com novo professor. Logo para começar, um treino verdadeiramente assassíno (100 à vontade, 100 pr bruços, 200 bruços, 100 pr cr, 100 tecn braç cr, 150 cr, 150 est)... quer dizer, pelo menos para mim, que devia ir para a piscina de bengala! Estava cheio de saudades de nadar, de estar dentro da água, de puxar pelo corpo. Daquela sensação de dirigir todas as nossas energias, as físicas mas também as mentais, num único sentido, que é o de cumprir um programa pré-estabelecido.

Ontem estava a ler o Isherwood e lembrei-me de uma coisa curiosa: uma das situações recorrentes nos meus sonhos, é eu ir, no sonho, saber uma coisa que na vida real não sei (situação-tipo: está um jornal em cima da mesa, eu sei que tem lá dentro uma notícia muito importante). Então o sonho começa todo a rodar sempre à volta disso, com mil peripécias que me estão sempre a impedir de tomar efectivo conhecimento dessa coisa (no exemplo, pegar no jornal e ler a notícia). Então, dentro do próprio sonho, tomo consciência de que não estou a conseguir saber o que quero porque, afinal, estou a sonhar, e o que me leva a saber que estou a sonhar é identificar, dentro do sonho, que essa é uma das situações recorrentes nos meus sonhos! All that we see or seem Is but a dream within a dream, como dizia o Poe (e, já agora, os Propaganda!)