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the oyster
rosas
innersmile
Fiz ontem a requisição de linha telefónica para a minha casa. Pelos vistos já não só netlines, por isso tive de pedir uma linha analógica normal, e, por mais duzentos paus, um telefone. Eu sei que devia ter pedido netcabo, mas o nível de despesas começa a ser preocupante, por isso vamos com calma. Além de que poderia haver dificuldades e perdas de tempo, e eu quero essa questão resolvida o mais depressa possível.

Na segunda à noite estive com o J, um dos meus amigos açoreanos, que teve de vir cá entregar um trabalho na fac. Esteve cá cerca de 24 horas. Ontem à tarde telefonou-me já de partida para Lx para apanhar o primeiro avião para a ilha. Entretanto, um grupo de pessoal do irc está no Faial para o primeiro jantar a sério do canal. Eu ontem disse ao Aq que não tinha ido porque não podia, e ele fartou-se de mandar bocas de que eu não tinha ido porque não quis. No fundo, no fundo, é verdade, mas acho que tomei a decisão certa. O problema é que, como acontecia até há 3 anos atrás, alraga-se (e aprofunda-se) o fosso entre mim e os outros. Quando entramos nesta fase em que não me apetece sair e encontrar pessoas, em que me aconchego (nova palavra em inglês: snug) numa espécie de solidão sweet & sour (agridoce soa melhor?), depois torna-se muito complicado encetar o caminha inverso. The oyster is my world.

Hoje de manhã passei-me, por razões estritamente de W, com uma pessoa por que tenho o maior respeito, consideração e amizade. E carinho. Continuo a achar que eu é que estava certo, mas estou danado de arrependimento por ter sido tão cruel. O que me dana mais, para além de a ter magoado, é que há uma certa cobardia em nos zangarmos com pessoas mais frágeis do que nós.
Fui-lhe oferecer uma flor e pedir-lhe desculpa. Mas acho pouco para me redimir.