September 2nd, 2001

rosas

Planet of the Apes

Novamente de férias :-))). E logo depois de uma semana horrível, cheia de momentos de tensão. E numa altura em que as coisas vão aquecer. Se não fosse ir para fora, tinha de interromper as férias, como fizeram a maior parte das minhas colegas. ESpero bem que quando voltar as coisas já esteja mais calminhas.

Ontem e hoje fui à piscina. Ontem estava às moscas (também no sentido literal - que praga de moscas quando estamos na bancada junto à água!), mas hoje tive companhia. Já de saída, um anjo belíssimo pousou à minha frente: I get weak in the presence of beauty. Certas visões da perfeição deixam-me melancólico e triste, talvez por me ver confrontado com uma beleza que nunca será minha, que nunca poderei possuir.

Ontem estive com o L, que veio a Coimbra e telefonou. Gosto muito dele e gostava de manter uma relação de amizade. Parece-me ser uma óptima pessoa, sã e boa.

Depois de o deixar na Rodoviária, vui ver o Planeta dos Macacos, que, como seria de esperar, é soberbo. Os filmes do Burton, para além de serem excitantes do ponto de vista formal, têm um sentido trágico e uma energia que torna fulgurante a experiência de ir ao cinema. Burton faz um cinema com o dedo encostado ao pulso do mundo actual, de modo que sentimos pulsar o momento presente, quer a nível estético quer na maneira de olhar a vida e as coisas. Mas, ao mesmo tempo, os seus filmes têm um rigor, um aprumo, uma exigência, mesmo uma ascese, que fazem de cada novo filme um clássico.

Tenho ouvido repetidamente o CD da Bjork. Que delícia: os coros, a harpa, as caixinhas de música, a programação dos ritmos e das batidas. Uma espécie de banda sonora do céu (o disco é descrito, no Expresso, como a banda sonora do paraíso; eu acho que é mais do céu, do heaven por oposição ao eden).