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Jurassic Park III
rosas
innersmile
Ontem foi um dia estranho. Cheio de reviravoltas e realinhamentos. Parecia o argumento de um daqueles thrillers beras que acham que muitos twists na história mantêm o espectador agarrado.
Acordei cedo para ir à piscina, mas não fui porque o dia tinha amanhecido cinzento e chuvoso. Tinha combinado ir com o Guigas ao cinema, mas o pai dele levou-o a almoçar. Decidi, à laia de plano B, ir ver o Jurassic Park III, mas telefonaram-me do W: major crisis! Uma falha total de corrente (interna; na rede pública nunca faltou) começou a deitar abaixo todos os sistemas, alguns deles vitais. O gerador, por causa da sobrecarga, queimou. Quando entrei, era o pessoal todo a vir ter comigo, de mãos na cabeça. Passei lá a tarde toda, a tentar arranjar soluções para os problemas (para o original, e para a infinitude de problemas decorrentes...), e também tentando acalmar as pessoas e desdramatizar a situação. Apesar de eu próprio estar hiper-tenso e ansioso, porque não sabia muito bem o que fazer (é uma das minhas características, uma certa dificuldade em decidir no abstracto; é sempre muito mais fácil tomar decisões quando sabemos exactamente como é que elas se operacionalizam). Tudo acabou, 5 horas depois, bem. E all is well that ends well.

Acabei por ir à noite ver o Jurassic Park. Buh! Não é que seja inteiramente mau, mas já não traz nada de novo; quer dizer, se calhar até traz, mas é no plano técnico e dos SFX, e não é isso que faz um filme. Spielberg, volta depressa com o A.I. (de que se mostrou ontem o trailer. Aliás, ontem as apresentações eram todas muito new-age-fantasy: Lord of The Rings, Henry Potter, A.I.
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Lj
rosas
innersmile
Uma troca de impressões com o Guil permite-nos tirar as seguintes conclusões:

1 - Qualquer diário (do mais privado caderno de capa preta guardado no fundo de uma gaveta ao diário publicado da maior celebridade, passando, naturalmente, pelos weblogs) pressupõe sempre a possibilidade de existir pelo menos UM leitor, alguém do outro lado (do outro lado de nós) que nos leia.

2 - O anonimato é um espaço de liberdade, na medida em que nos permite um exercício de exposição a que só nos entregamos quando temos a certeza de que nenhuma das pessoas com quem estabelecemos relações de poder (ou seja, grosso modo, com as pessoas do nosso círculo de conhecimentos) , está a olhar para nós. Este anonimato não se confunde com o referido desejo de que haja alguém que nos leia.

3 - O grau de confessionalidade (sincera e honesta) do diário situa-se sempre entre estes dois extremos: a liberdade total proporcionada por um anonimato absoluto, e a radical necessidade de haver sempre um interlocutor