miguel (innersmile) wrote,
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anger management + weekend report

Na sexta-feira fui, pela primeira vez, ao Centro de Artes e Espectáculos na Figueira da Foz, e fiquei impressionado, nomeadamente com o auditório. Só não percebo é porque é que não aceitam reservas por telefone feitas no próprio dia! Há ainda, em algumas casas promotoras de espectáculos, uma cautela muito grande em relação às reservas, como se desconfiassem da má-fé de quem telefona a reservar bilhetes. Suponho que a percentagem de reservas canceladas ou não levantadas, há-de ser muito baixa, normalmente quem se dá ao trabalho de telefonar está mesmo interessado em assistir ao espectáculo; e, depois, basta garantir as reservas até certo limite temporal, a partir do qual os bilhetes são postos à venda, caso haja muito procura ou a lotação esteja esgotada. No caso de a lotação não esgotar, não faz diferença à casa que a reserva seja ou não levantada, não resulta daí qualquer prejuízo objectivo. Para mais, a bilheteira do CAE está encerrada entre as 18 e as 20 horas, o que não dá assim muito jeito. Bom, mas tirando isto, nada a dizer do espaço e do funcionamento.
Desnecessário tinha sido mesmo darem àquilo o nome do Santana Lopes. É que não há mesmo razão válida nenhuma para isso, a não ser uma trip de ego e de auto-promoção de gosto mais que duvidoso. Mas enfim, na Republica das Bananas tudo é possível e aceitável socialmente...

A ida ao CAE foi para assistir a ‘A Dama das Camélias’, pela CNB. Não sou grande entusiasta do ballet clássico, acho-o pouco estimulante, mas pareceu-me ser uma boa produção, desde a coreografia à execução, passando pelos cenários e figurinos.

No fim de semana, vi também Anger Management, com o Jack Nicholson e o Adam Sandler. Aliás, os actores são mesmo a única razão para ver este filme. Nicholson dá-nos mais do mesmo, mas é sempre um regalo. O Adam Sandler ganhou estatuto graças ao Punch-Drunk Love, e ainda bem, porque a sua interpretação é bem conseguida, e o contraponto com a personagem de JN funciona bem. Pena o filme ser fraquito, sobretudo porque, pelo tema e pelos actores, poderia ser outra coisa. Aliás, há momentos em que a narrativa parece estar mais fora de controlo que são interessantes, o pior é quando tudo tem de realinhar pelos finais felizes e conformados. Outra coisa engraçada do filme é a profusão de actores ou personalidades conhecidas que aparece no filme em papéis secundários, alguns deles muito curtinhos ou mesmo em simples ‘cameos’ (delicioso o papel do Woody Harrelson, sempre excelentes o John Turturro e o Luis Guzman, apagadinha demais a Marisa Tormei, e que pena, não é?, tão grande actriz ela é).

Ainda na sexta-feira, antes do bailado, fui jantar ao restaurante da Rosa Amélia, no clube de ténis. Bem, que coisa fantástica. Primeiro, uma massada de cherne (oh não!) que estava absolutamente no ponto, quer de cozedura quer de tempero. Depois, um robalo grelhado que se mostrou à mesa, e que veio servido ‘escalado’ e com um acompanhamento verdadeiramente luxuriante. Pena já não haver capacidade para sobremesa. Mas atenção, que mesmo sem vinho e sem sobremesas, o preço da refeição, merecido, claro, não está isso em causa, pareceu-me um bocado injustificado.
Tags: cinema, dança
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