miguel (innersmile) wrote,
miguel
innersmile

juventude definitiva

É por estas coisas que o Público é o meu jornal preferido. É por estas coisas que apetece ter guardado todas as suas edições, desde que pela primeira vez o comprei, às sete da manhã de uma manhã de Março de um ano antigo, na estação de Rio de Mouro. A evocação que o jornal hoje faz do poeta Ruy Belo, por ocasião do 25º aniversário da sua morte, é apaixonada, sentida e emotiva. O poema inédito é assombroso (A vida será indistinta virá até nós como árvores/ rodará em volta como um lençol até cobrir-nos os ombros), olhamos para ele como se fosse uma revelação que nos chega de um lugar remoto e primordial, e esse lugar seja o lugar onde da nossa face mais pura (Estou só e só para sempre e só desde sempre/ mas antes por direito de opção. Agora não).
O Público olha para as coisas do mundo, mas também é capaz de olhar para os nossos corações, como se entre as folhas do jornal e os olhos dos leitores não existissem mais notícias ou acontecimentos, mas apenas a muda eloquência das palavras escritas.
Tags: livros
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