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la confession
rosas
innersmile
Com a minha provecta idade, foram já muitos os artistas, músicos, actores e actrizes, escritores, etc, que eu admirei por me comoverem e inspirarem, por me darem horas de prazenteira fruição, e que já morreram.

Aliás, com 57 anos atrevo-me a dizer que é já maior a minha galeria de ídolos mortos do que a dos deuses vivos.

Além disso, há muitas pessoas, artistas em geral mas também, por exemplo, políticos ou pensadores, cuja morte senti como uma verdadeira perda, um empobrecimento, para o mundo mas também quase a um nível pessoal.

Mas não há assim muitas pessoas que já desapareceram, públicas evidentemente, de quem se possa dizer que tenha verdadeiras saudades, que me lembre delas com saudade, com uma vontade quase irreprimível de as ver ou ouvir ou ler de novo.

Assim de cabeça vêm-me à ideia umas quatro ou cinco. O Mário Viegas, as saudades que eu tenho de o ver trabalhar, seja no cinema ou no teatro, seja a dizer poesia seja na sua intervenção político-teatral.

Mas agora lembrei-me da Lhasa de Sela. Tenho saudades da Lhasa. De a ouvir, claro, mas acho que tenho saudades até da sua presença no mundo, da riqueza multicultural e do desejo de viajar que ela inspirava, de sonhar com viagens. A Lhasa fazia canções perfeitas, que contavam histórias, como As Mil e Uma Noites, canções musicalmente evocativas e com letras de grande profundidade e com um agudo sentido do humano.

Uma vez, no longínquo ano de 2004, assisti a um concerto da Lhasa, no Gil Vicente, que foi das noites mais especiais e mágicas da minha vida.

Apesar de conhecer razoavelmente a curta discografia da Lhasa de Sela, as suas canções são tão ricas que, de vez em quando, me lembro de uma delas com o prazer de uma descoberta, com o deslumbramento de quem ouve uma história de encantar.

Por estes dias tenho-me lembrado muito de La Confession, uma obra-prima de um disco cheio delas, The Living Road. Com um certo embalo de chanson, é uma canção que ilumina uma zona sombria da nossa alma.



Je n'ai pas peur
De dire que je t'ai trahi
Par pure paresse
Par pure mélancolie
Qu'entre toi
Et le Diable
J'ai choisi le plus
Confortable
Mais tout cela
N'est pas pourquoi
Je me sens coupable
Mon cher ami

Je n'ai pas peur de dire
Que tu me fais peur
Avec ton espoir
Et ton grand sens
De l'honneur
Tu me donnes envie
De tout détruire
De t'arracher
Le beau sourire
Et meme ça
N'est pas pourquoi
Je me sens coupable
C'est ça le pire

Je me sens coupable
Parce que j'ai l'habitude
C'est la seule chose
Que je peux faire
Avec une certaine
Certitude

C'est rassurant
De penser
Que je suis sûre
De ne pas me tromper
Quand il s'agit
De la question
De ma grande culpabilité

Je n'ai pas peur
De dire que j'ai triché
j'ai mis les plus pures
De mes pensées
Sur le marché
J'ai envie de laisser tomber
Toute cette idée
De "vérité"
Je garderais
Pour me guider
Plaisir et culpabilité
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