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9. BOY ERASED, de Joe Edgerton. Com Nicole Kidman e Russell Crowe. O filme pretende ser uma denúncia dos programas de reorientação de identidade sexual,ou seja, de cura da homossexualidade. Mas onde eu achei que ele foi mais eficaz foi no retrato opressivo e sufocante que se vive no seio das famílias muito dominadas pela religiosidade. Quando se fala de fundamentalismo religioso, fala-se de qualquer coisa de muito parecida com aquilo que o filme nos mostra.****

10. JOHN MCENROE: In The Realm of Perfection, de Julien Faraut. Um filme muito interessante que nos fala de ténis, de desporto, e da condição humana. E que parte de um pressuposto muito cinematográfico, sendo por isso uma excelente reflexão sobre o cinema. O único senão é que passar praticamente uma hora e meia a ver o John McEnroe a servir, a jogar e a refilar com os árbitros, pode não ser o mais animado dos programas.****

11. THE FAVOURITE, de Yorgos Lanthimos. Com Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz. O trabalho brilhante das três actrizes pode ofuscar o resto do filme, uma comédia estranha e perturbadora sobre o poder e a sua relação com os afectos.****

12. VICE, de Adam McKay. Com Christian Bale, Amy Adams e Sam Rockwell. Não fiquei muito convencido com o tom de farsa, apesar de haver duas ou três soluções muito bem esgalhadas e divertidas. Seja como for, o filme também funciona como uma espécie de “American politics for dummies”, além de que ficamos a saber o que já sabíamos: quem é que de facto mandava no tempo em que George W. foi POTUS.***

13. THE MULE, de Clint Eastwood. Com Clint Eastwood, Bradley Cooper e Andy Garcia. Ah, que classe, que estilo, que cool. Aquele fio da navalha entre a fragilidade da idade e a dureza da vida, é assombroso. *****

14. THE HIGHWAYMEN, de John Lee Hancock. Com Kevin Costner, Woody Harrelson e Kathy Bates. Uma perspectiva diferente sobre a famosa dupla Bonnie & Clyde, a dos Texas Rangers que os perseguiram e abateram. O filme recupera uma certa secura western muito à Eastwood, e uma planura e vastidão que tínhamos saudades de ver no cinema.****

15. AINDA NÃO ACABÁMOS: COMO SE FOSSE UMA CARTA, de Jorge Silva Melo. Um comovente documentário que funciona como se fosse uma autobiografia cinematográfica do autor. Mas dizer isto assim parece artificial e solene ao pé da franqueza e da honestidade com que Jorge Silva Melo olha a câmara que ele próprio filma. *****

16. BLACKkKLANSMAN, de Spike Lee. Com John David Washington, Adam Drivers e Harry Belafonte. Já tinha saudades de ver “a joint by Spike Lee”, com o seu mix excitante de activismo político e liberdade narrativa. A história é um achado, um daqueles casos em que a realidade parece mais fantasiosa do que a ficção, e o realizador aproveita bem a ironia para dar o tom de comédia a um caso muito sério. Vale a pena prestar atenção à música de Terence Blanchard. E ver Harry Belafonte no ecrã é uma emoção.*****

17. A STAR IS BORN, de Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper e Sam Elliot. 1) A tearjerker is born. 2) Baby Jesus Loves Lady Gaga. ***
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