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ligeiramente
rosas
innersmile
Uma tarde a minha mãe chegou a casa e estava ansiosa por me contar. Nesse dia, à hora do almoço, no pequeno centro comercial ao lado do trabalho, onde ia tomar café, tinha visto o poeta Fernando Assis Pacheco em demorada e tranquila conversa com o Sr. Machado, que era o mais conhecido livreiro de Coimbra.

A minha mãe sabia que eu era fã da escrita de Assis, fosse enquanto jornalista, poeta ou escritor de romances, crónicas ou novelas.

Eram deste tipo as coisas importantes que tínhamos urgência e prazer em partilhar um com o outro. As coisas quotidianas, quase inúteis. As coisas que apenas nos faziam agitar ligeiramente o coração, num sobressalto manso e feliz.


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Saudades dessas coisas... *

Lembro-me sempre de minha mãe, semanas antes de sair nessa viagem às pressas, trazer-me uma porção de sashimi de salmão. Acho que foi o último alimento que recebi de suas mãos: peixe cru. Sinto uma imensa alegria com essas lembranças fora de tom.

Sim, são encantantórias e misteriosas essas lembranças que, em simultâneo, nos trazem uma imensa felicidade e uma saudade dolorosa.

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