?

Log in

No account? Create an account

Previous Entry Share Next Entry
mundu nôbu
rosas
innersmile
Foi uma daquelas associações, no caso nem muito inesperada ou surpreendente. O livro que estou a ler agarrou-me ao Google e ao YouTube, comecei a cruzar várias vezes com o nome do Dino d’Santiago e fui ouvir o seu mais recente disco Mundu Nôbu, editado em finais do ano passado. Excelente.

Lembro-me relativamente bem do Dino num dos primeiros concursos de talentos que houve na TV portuguesa, creio que foi a Operação Triunfo. Ao longo dos anos fui cruzando vagamente o seu nome, sem prestar grande atenção à sua música, nomeadamente o seu encontro com as raízes familiares, que o fizeram assumir no nome artístico o nome da ilha cabo-verdiana de onde a sua família é original.

Num dos intervalos do festival da canção da Eurovisão deste ano, que se realizou em Lisboa no mês de Maio, o meu momento preferido foi a participação de um coletivo de cantores luso-africanos organizado pelo músico de electrónica e dj Branko, que ficou conhecido com o êxito global dos Buraka Som Sistema. Os cantores foram a Sara Tavares, Plutónio, a Mayra Andrade e o Dino d'Santiago. Assisti ao festival num televisor com imagem e som péssimos, internado no hospital, mas depois não me cansei de ver e rever, e ouvir principalmente, essa sequência no YouTube.



Depois disto, e ao longo do ano, o Dino d’Santiago foi aparecendo no Instagram da Madonna, como um dos seus guias na cena da música que se vai fazendo em Lisboa com a marca e autoria das comunidades e dos músicos cabo-verdianos, moçambicanos, angolanos, guineenses e até brasileiros.

Tudo isto para dizer que adorei o disco Mundu Nôbu do Dino. Um conjunto de 10 canções onde o ritmo e o tom da música africana, em especial a de Cabo Verde, é como que filtrado, ou tratado, pela electrónica, num registo muito contido, quase minimal, que faz sobressair a voz e os arranjos vocais.

Não tem momentos fracos o disco, os temas conseguem soar ao mesmo tempo muito globais mas sempre muito fiéis a uma raiz, seja ela a ilha de Santiago ou a cidade de Lisboa. Aliás, Nova Lisboa, com produção de Branko, é um dos temas mais fortes do disco (e que fez parte do set do eurofestival), tal como o mais recente single a ser lançado, a fantástica Como Seria. Escolhi para ilustrar este texto aquela que foi, acho eu, a canção de apresentação do disco, Nôs Funaná, só porque me fez lembrar com mais intensidade a minha ida a Cabo Verde.

Tags: ,

Miguel, fiquei contente por saber que voltaste à escrita. Espero que estejas melhor.
Gosto de te ler, e de ter um sinal que estás com vontade de lutar. Um beijo enorme. Lidia

No HTML allowed in subject

 
When you submit the form an invisible reCAPTCHA check will be performed. You must follow the Privacy Policy and Google Terms of use