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bernardo bertolucci
rosas
innersmile
O primeiro filme de Bernardo Bertolucci que vi no cinema foi o díptico 1900, em duas sessões especiais, ao fim da tarde, no velhinho Teatro Avenida, na Avenida Sá da Bandeira. Nessa altura apenas conhecia o nome do realizador pela fama de dois dos seus filmes anteriores, A Estratégia da Aranha, e sobretudo O Último Tango em Paris, um filme que deu escândalo um pouco por todo o mundo, e nomeadamente em Portugal, onde apenas estreou depois do 25 de Abril, e que eu apenas vi alguns anos depois, em vídeo.

Depois de 1900 acho que vi quase todos os filmes de Bertolucci, desde o seguinte La Luna, que também deu um certo escândalo por abordar o tema do incesto, até ao recente The Dreamers, um filme que tentou recuperar para o realizador italiano uma certa aura subversiva.

Pelo meio, Bernardo Bertolucci fez alguns filmes que o tornaram num realizador mais popular, como o oscarizado O Último Imperador, Um Chá no Deserto ou O Pequeno Buda. Nesta fase, o realizador deixou de merecer os favores da crítica, mas eu continuei a gostar imenso dos seus filmes.

Gosto de um certo tom culto, diria mesmo literário, dos seus filmes. Aliás, Um Chá no Deserto foi mesmo a adaptação de um romance autobiográfico de Paul Bowles. Hoje já não há muitos cineastas assim, e Bertolucci aparece como um dos últimos representantes do grande cinema italiano de meados do século passado, o cinema que nos deu cineastas como Fellini, Antonioni, Visconti ou Pasolini.

Tenho ainda de confessar que outra das razões porque gosto muito dos seus filmes é porque vários deles têm bandas sonoras escritas pelo Ryuichi Sakamoto que é um dos meus compositores favoritos.