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rosas
innersmile
Arrepiei-me verdadeiramente com as notícias, e as imagens, do desastre que aconteceu a semana passada com a derrocada da estrada que liga Vila Viçosa a Borba, junto à zona das pedreiras do famoso mármore de Vila Viçosa.

Há perto de um ano, passei, com duas amigas, a semana entre o Natal e o Ano Novo em Vila Viçosa, e foram inúmeras as vezes que passámos por essa estrada que agora caiu. E o que me arrepiou foi precisamente o facto de ter passado tantas vezes por essa estrada sem a mínima noção, nem digo do perigo, mas de que estava a passar pelo topo de um estreito muro que separava os poços vertiginosos de duas pedreiras.

Não sendo propriamente uma estrada interessante, tinha algumas características que a tornavam apelativa. Desde logo o facto de ficar junto à pousada onde ficámos instalados, no Paço Ducal de Vila Viçosa, poupando-nos a ter de atravessar toda a povoação para ir apanhar a variante. Depois, por essa estrada Borba ficava “logo ali”, uma cidade com o seu atractivo, nomeadamente em termos históricos. Finalmente, as próprias pedreiras emprestam um certo atractivo a esse percurso, com a sua imponência e sensação de estranheza quase lunar.

Por outro lado, durante esses dias não vi ou tomei conhecimento de qualquer alerta para a eventual perigosidade da estrada. Além disso posso garantir que quem nela transitava não tinha a mínima noção de como a plataforma da estrada era estreita e de como era vertiginosa a profundidade das pedreiras logo ali ao lado da estrada. Acredito que se alguma vez tivesse visto as imagens aéreas que agora foram divulgadas nunca teria transitado pela estrada. Ou, vá lá, tinha lá ido, sozinho, uma única vez, espreitar as pedreiras de mármore.
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