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leituras
rosas
innersmile


Como tem acontecido ultimamente, muitas das minhas leituras são policiais. Lêem-se rapidamente, e sobretudo são envolventes, ajudam a que a leitura seja uma espécie de escape da vida real. Assim, li uma nova autora, C.J.Tudor, cujo O Homem de Giz tem sido um best-seller do género. Divertiu-me, mas achei um bocadinho aquela história da muita parra e pouca uva. O livro levanta muitas e intrigantes hipóteses de mistérios, mas depois tudo se resolve numa narrativa simplista.

Quanto a A Mulher Desaparecida, não há muito a dizer: sou fã da Sara Blaedel e da sua heroína Louise Rick, cujas aventuras a envolvem sempre de forma muito pessoal. Este volume tem o propósito de levantar a questão da eutanásia, que é o motor da narrativa, mas que se percebe bem que a autora queria pôr à discussão.



Continuo a descobrir e a maravilhar-me com a arte e as histórias de Jiro Taniguchi. A Zoo in Winter situa-se nos anos 60 e 70, e acompanha os primeiros passos de um jovem artista no universo da produção de mangás, a que não falta um cunho autobiográfico mais ou menos evidente.



Esplêndido.
Já tinha saudades de ler um livro assim, quase sumptuoso. A escrita é, não apenas irrepreensível, mas verdadeiramente magnífica (e a tradução de Tânia Ganho excelente). O fôlego é quase épico, uma história que atravessa várias décadas, desde o início da II guerra até à actualidade. A narrativa é daquelas que desafia o leitor, quase todos os acontecimentos determinantes se passam fora do texto, o que obriga o leitor a completar e preencher a informação que não é explicitada.

E os temas são determinantes: a passagem do tempo, e a forma como conseguimos viver em cada tempo, o envelhecimento, o amor e o sexo, as famílias, a que nos calha em razão do sangue e a que vamos conseguindo construir com os afectos.

Há muito que um livro não me enchia assim as medidas, todas elas de prazer. É difícil fazer comparações, mas, tanto quanto a minha memória emocional é capaz de recordar, o gozo e o entusiasmo que senti ao ler este The Sparsholt Affair apenas são comparaveis ao que senti quando li The Swimming-Pool Library, o primeiro livro que o Alan Hollinghust publicou nos finais dos anos 80.

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I love the stories of Alan Hollinghurst.

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