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alberto de lacerda, augusten, germano almeida
rosas
innersmile
É uma sensação um pouco estranha. Agosto é o mês de férias, e eu parece que estou de férias. Da vida, da minha vida. As minhas guerras vão continuar dentro de momentos, mas por enquanto as coisas parece que estão paradas.

Enntão, leio. Não tenho mais nada para fazer. Saio de casa, normalmente uma vez por dia, com o pretexto de tomar um café, mas aproveito para me mexer, para me levantar do sofá, para sair deste casulo que é a minha sala e que, como se dizia nos direitos (já não me lembro a propósito de quê), está fora do comércio. O resto do tempo, em casa, num longo período que começa por volta das seis e meia da manhã e termina à meia-noite, passo-o a ler. Não tenho paciência para ver filmes na TV, apenas ligo o televisor à hora das refeições e, por vezes, à tarde para ver transmissões desportivas. Snooker, ciclismo, natação, atletismo papo o que houver. Tenho poucas visitas e poucos telefonemas, a maior parte das pessoas estão fora da cidade nesta altura. Então, leio.


Leio uma colectânea de poemas de Alberto de Lacerda, antologia organizada por Pedro Mexia para a colecção (muito bonita) de livros de poesia da Tinta da China, e que, na minha opinião, não dispensa um contacto mais extenso com a poesia do autor, mas tem o mérito de resgatar o seu nome a um certo esquecimento.


Durante a segunda metade da primeira década do século, li, de enfiada, todos os livros do Augusten Burroughs a que consegui deitar a mão (a maior parte deles encomendados da net, e um deles comprado numa livraria em Singapura). Agora interrompi um longo intervalo de oito anos com Lust & Wonder, mais um volume das suas memórias, desta vez com o foco nas suas relações afectivas duradouras, desde que ficou sóbrio, ou seja, desde que terminou o período abrangido pelo livro Dry. Ou este Lust & Wonder não está tão bom como os anteriores, ou então fui eu que já estou longe desse sítio onde estava dez anos atrás, mas a verdade é que desta vez o Augusten entusiasmou-me menos do que costumava. Mas foi bom regressar a ele e à sua escrita, ao humor ácido e auto-depreciativo, e fiquei com vontade de ler outras das suas obras mais recentes.


Só tinha lido um livro de Germano Almeida, na esteira da minha ida a Cabo Verde, há mais de dois anos. Fiquei com vontade de conhecer mais da sua obra, e sobretudo da sua escrita muito rica e festiva, onde uma certa confusão verbal capta muito bem um certo espírito das ilhas. Decidi começar pelo princípio e li O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, o livro que tornou Germano um escritor lido e popular.

Também tenho lido banda desenhada, ou melhor: novelas gráficas, mas isso fica para outro dia.