Previous Entry Share Next Entry
ao menos lê-se
rosas
innersmile
Aproveitei o período da hospitalização e depois o tempo que estive em casa a recuperar, para ler. Concluí alguns livros que tinha começado a ler ( Jalan Jalan, de Afonso Cruz, por exemplo), “devorei” dois livros de Miguelanxo Prado (o fabuloso Ardalén e as short stories de Os Delírios do Quotidiano), completei a trilogia que Mia Couto dedicou à figura do último imperador de Gaza (A Espada e a Azagaia, o meu preferido da série, e O Bebedor de Horizontes), descobri uma nova escritora de policiais dinamarqueses (Sara Blaedel, de quem li As Raparigas Esquecidas, e já tenho outro dela para ler), e li Estar Em Casa, o mais recente volume de Adília Lopes.Transcrevo para aqui as curtas recenções que fiz a dois destes livros, começando precisamente pelo da Adília.



Na sequência de Manhã e Bandolim, Estar em Casa traz-nos de volta os poemas e textos curtos em que Adília Lopes brinca com a sua autobiografia e as suas memórias.

Agora que praticamente deixei de ler poesia, estes livros da AL levam-me a sítios onde poucos outros me conseguem levar.

Um lugar raro de onde podemos contemplar a beleza do mundo, que está sempre nos olhos de quem contempla. A beleza simples e pura, frágil e desamparada.

Só o choro parece ser resposta à altura a que estes textos nos elevam.



Deslumbrante, o álbum Ardalén, de Miguelanxo Prado, que nos conta uma história sobre a memória e as recordações, mas também sobre o fascínio do mar, da viagem e dos mapas, mas sobretudo sobre a fantasia e a capacidade de efabulação.

MP é exímio no grafismo mas também na escrita, na força do argumento. Cinco estrelas, só porque não há mais.


?

Log in

No account? Create an account