
No meio destes dias de intempérie plúmbea e furiosa, lembro-me de comermos talhadas de melancia ao pequeno-almoço: a casca de um verde forte e luminoso, as pevides negras e duras, a polpa carnuda e vermelha, doce e rija, a água a escorrer-nos pelas mãos e pelos braços. Pronto, é mais ou menos isto.
Ou um final de tarde, no meio da selva, na Guatemala. Os outros foram, na sua maioria, para as ruínas da cidade maia, para verem o pôr do sol do alto das pirâmides. Ficámos, dois ou três, na esplanada ao lado da piscina, a beber gins e a ouvir os macacos rugir como leões.