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1111
rosas
innersmile
No texto que publiquei ontem, falei incidentalmente da canção Uma Nova Maneira de Encarar O Mundo, do Quarteto 1111, e, claro, fiquei o resto do tempo com a canção a rodar na minha jukebox mental. Acho que é das canções mais bonitas que Zé Cid e o Tozé Brito escreveram, e só não digo que é das mais bonitas dos 1111, porque a carreira da banda, sobretudo o primeiro disco, homónimo, está cheio de canções fantásticas, tão bonitas como essa.

Tenho uma relação muito antiga e intensa com a música do Quarteto 1111. Devo-a exclusivamente ao meu irmão, pois aprendi as canções, e ainda sei a maior parte delas de cor, com o meu irmão a cantá-las e a tocar viola. A Lenda de El Rei D. Sebastião e a Balada para D. Inês, naturalmente, mas também o Domingo em Bidonville, Nas Terras do Fim do Mundo, Meu Irmão, ou uma das minhas preferidas, João Nada, a quem fui roubar o avatar que usei muito tempo nas redes sociais. E apesar de já ter ouvido muitas vezes as gravações destas canções, não preciso de fazer um grande esforço de concentração da memória para conseguir recordar-me do meu irmão a cantá-las.

Quando, nos inícios do anos 70, o José Cid e o Tozé Brito fundaram o projecto paralelo Green Windows, tornaram a gravar o tema. As duas versões são muito coincidentes, mas na gravação dos GW é mais reconhecível a voz do Tozé Brito, nomeadamente no pequeno texto falado, logo na introdução da canção. Não se pode dizer que eu prefira qualquer uma delas, e só escolho por aqui a versão original, porque quando penso na canção, associo-a sempre aos 1111.