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as braçadeiras azuis
rosas
innersmile
Como tenho um sono leve e acordo muitas vezes ao longo da noite, normalmente lembro-me dos sonhos que estava a ter quando acordo, e muitas vezes uso-os para voltar a adormecer logo a seguir, começando a recordar pormenores do sonho e entrando no seu espírito. Por outro lado, de uma forma geral consigo relacionar os sonhos, ou pelo menos alguns aspectos e detalhes, com o que está a acontecer na minha vida, e principalmente com o meu estado anímico.

Esta noite passada, sonhei que estava em Londres. Lembro-me do sonho a partir do momento em que estava no metro a dirigir-me para casa da minha amiga N, e que foi, durante o tempo que lá passei e depois de todas as vezes em que regressei, também a minha casa lá. Saí do edifício da estação de Euston pela porta lateral que fica próximo de um WH Smiths, e estava a atravessar o pátio exterior quando decidi que já não era necessário estar com as braçadeiras insufláveis azuis, daquelas que os miúdos usam na piscina. Tirei-as quando já estava ao fundo da escada junto ao semáforo para atravessar a Eversholt Street. Já do outro lado da rua parei a ver a montra de uma loja que tinha aberto no lugar onde antigamente havia uma liquor store. Quando cheguei junto ao prédio onde mora a N, ela estava cá fora no pátio, o que me surpreendeu porque o apartamento dela não tinha porta para o pátio, só o da vizinha. Dei a volta para entrar, e então percebi que a casa da N estava muito maior, tinha crescido precisamente para o que era a casa da vizinha. Dei uma vista de olhos a identificar os compartimentos mais antigos, que eu já conhecia, nomeadamente aquele que era o meu quarto e que agora também tinha uma porta para o pátio. Na sala havia uma mesa posta para seis pessoas, algumas delas já estavam sentadas à mesa, entre elas as minhas amigas A e C, também londrinas, a quem perguntei quem eram os restantes convidados.

Começando pelo fim, isto é muito típico em mim, sempre que vou a um jantar em que vão outras pessoas para além daquelas com quem combino ir, fico sempre muito curioso, porque, como sou um tipo ansioso, assim posso-me me ir preparando mentalmente para ter de interagir com pessoas que não conheço. Acho que também consigo identificar perfeitamente qual é o papel simbólico das braçadeiras de plástico. Quanto a sonhar com Londres, com a casa da N, e com ela e com as outras amigas que lá tenho, sinto que tem tudo a ver com o facto de eu ter uma nova recidiva do carcinoma e ter de ser operado novamente (tinha sido pela última vez intervencionado, fez a semana passada quatro meses).

Claro que a memória dos sonhos é uma coisa complexa e muito difusa. Nunca podemos ter a certeza se a memória de um sonho é real, ou se é ela própria um sonho (um pouco como a sensação de dejá vú, em que o cérebro arruma directamente na pasta das memórias um acontecimento que estamos a viver no momento). Mas tenho ideia de que, mais até do que a casa da N, a estação de Euston é um dos lugares recorrentes do meus sonhos, quer o interior do enorme hall da estação, quer as portas, quer o tal pátio lateral que nos leva até à Eversholt Street.

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ora bolas :(
mais uma? és um resistente muito ansioso e depois corre bem como da última vez.
e vai correr!
as melhoras, bjs e festas ao juju.

é verdade Margarida. e desta vez não é no local habitual. esperemos que sim, que corra como da última vez.

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