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three billboards outside ebbing, missouri
rosas
innersmile
O que mais me agradou em Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, escrito e realizado pelo inglês Martin McDonagh, é o facto de o filme (aliás como já acontecia um pouco no anterior filme que vi do realizador, In Bruges) nos ir colocando constantes dilemas morais que nos impedem de satisfazer aquela necessidade um pouco maniqueísta que todos temos de alinharmos com o lado do bem e nos opormos ao lado do mal. Também gostei muito do final em aberto, porque mais uma vez, o realizador não cede à necessidade que o espectador tem de resolução do conflito.

O filme evoca inevitavelmente, sobretudo pelo humor, em particular um humor muito negro, e pela forma como se sustenta na “americana”, o cinema dos irmãos Coen (sem falar no evidente ponto de ligação que é Frances McDormand), mas é mais subtil do que os filmes de Ethan e Joel, não tem aquela tendência para a caricatura sarcástica nem para ser impiedoso com os personagens, o que reverte muito em seu favor.

Para além da banda sonora magnífica, em especial as canções country, é obrigatório destacar o trabalho dos actores. Three Billboards é um filme de grande interpretações, com grande destaque para a Frances McDormand, que é soberba, nomeadamente porque pega numa personagem que se prestava muito à caricatura e consegue dar-lhe uma subtileza e uma nuance que a tornam mais humana e mais complexa. Sam Rockwell passa o tempo todo a deslizar sobre uma película fina de gêlo e sai-se sempre com grande classe. E o Woody Harrelson, bem, não me lembro de o ver a fazer outro trabalho assim tão delicado e tão maduro.
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Grande filme. Quanto aos finais em aberto, é tão bom ouvir os comentários à nossa volta. "Acaba assim?", "Vai ter continuação de certeza!". Mas melhor foi mesmo no final da trailer do filme "Chama-me pelo teu nome", em que se ouve isto: "Não percebi". :D Gentinha, pá.

Mas sim, que filme tão bom carago.

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