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the best of times, the worst of times
rosas
innersmile
Há os inevitáveis balanços de fim de ano, nomeadamente nas redes sociais. Para uns, o ano que termina foi o melhor de sempre, para outros foi uma miséria. O que isto nos diz, claro, é que os anos são inocentes, no fundo são todos mais ou menos a mesma coisa, e tornam-se bons ou maus conforme as nossas vidas e o que nelas se vai passando.

Eu gosto muito de inventários, de listas. São uma maneira de registar, de marcar o tempo que passa. Mas tenho sempre alguma dificuldade em fazer balanços pessoais, o que aconteceu de bom ou mau, se foi um ano positivo ou negativo. Vivemos a vida a cada dia, a cada momento, e o que conta é se, no cômputo geral, foram mais os dias felizes ou os de angústia e sofrimento.

Mas inevitavelmente, dei por mim a pensar, na mudança de ano, se o ano que ficou para trás tinha sido melhor ou pior. A verdade é que venho de uma série de anos muito difíceis, que começou em 2009, teve um sério sobressalto em 2012, e desde 2014 tem sido péssima. Problemas de saúde que se têm agravado, a perda das pessoas que eram mais importantes para mim e que davam mais sentido à minha vida. Em dezembro de 2014, e desde 2015 todos os meses de setembro, estive hospitalizados e fui submetido a intervenções cirúrgicas. Perdi a minha mãe e o meu pai com diferença de um ano certo. As dificuldades de mobilidade têm-se agravado muito. Desde setembro que não nado, o que me faz uma falta terrível.

Ora, em 2017 não me morreu ninguém muito próximo e, apesar de ter feito uma cirurgia, não foi uma situação tão grave como a que tinha ocorrido em 2016, quando corri algum risco de ir desta para melhor ou pelo menos de ficar com sequelas muito graves. Só isso chegava para 2017 já não ter sido um ano tão mau como os anteriores. Os meus problemas de saúde não são life-threatening, e permitem-me minimamente fazer a vida: ler, estar com os amigos, passear q.b., ir ao cinema, gozar a companhia do gato, e trabalhar. Aliás, o trabalho tem sido um aspecto muito importante para o meu equilíbrio mental, porque dá à minha vida algum sentido de normalidade, mesmo quando me exaura. E do outro lado da balança, a verdade é que as coisas más que me aconteceram este ano foram mais do tipo “aquilo que não te mata, torna-te mais forte”.

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eu também gostei de 2017. não foi um ano mau e step by step alcançam-se os objectivos que se quer.
a propósito do trabalho que te exaura, a minha colega está sempre a desabafar 'vocês põem-me exaurida!' :D

É, faço parte da banda dos exauridos :D

francisco

(Anonymous)
Não me queixo de 2017 e de facto, o que não nos mata... Faz nos bem mais fortes

abraço

Obrigado pelo comentário, abraço

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