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família
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Desde junho que não ia ao Algarve, ver os meus sobrinhos. Ainda tive, em outubro passado, a visita da minha baby, mas desde essa altura não via o rapazinho, e é uma diferença de todo o tamanho, um bebé com um ano ou com ano e meio. Está o máximo, com uma grande destreza física, muito determinado e autónomo, bem disposto e cooperante. Adora brincar com carrinhos e está sempre a correr de um lado para o outro. É um encanto estar só a olhar para ele, e a interagir sempre que lhe apetece. No primeiro dia em que estivemos juntos, estava um pouco estranho, no segundo, numa casa que não era a dele e com muita gente à volta, estava muito metido consigo próprio, mas finalmente no último dia, estávamos só ele, a mãe e eu, então estava completamente solto, a falar pelos cotovelos, a desfiar todo o leque de gracinhas e brincadeiras. Foi a loucura.

A minha baby está muito mimalha e birrenta, mas é uma miúda muito irreverente e com imensa graça, de modo que mesmo no meio das birras, eu não conseguia deixar de lhe achar graça, sobretudo aos esforços argumentativos, com gestuário a acompanhar, para convencer os pais da razão e da justiça da birra. Gosto muito da relação que ela tem comigo, apesar de ser claro que eu venho num lugar mais abaixo da sua hierarquia afetiva, está completamente confiante, e trata-me como se eu fosse da corte dela, o que é sempre um privilégio.

Adoro o envolvimento que eu tenho com os meus sobrinhos-netos, e com os meus sobrinhos. Sinto-me muito próximo deles, se calhar como nunca estive anteriormente. Aliás, o meu sobrinho já me disse uma vez que eu tinha mais paciência e atenção para a filha dele do que tinha para ele quando era miúdo. Talvez tenha razão. Mas não é aqui o lugar, nem há necessidade alguma, para tentar perceber porquê. Mas, é engraçado, porque sinto um orgulho enorme no meu sobrinho, acho que é o sentimento mais forte que tenho em relação a ele: quando estou ao pé dele, quando saímos juntos, ou quando estamos juntos, no sofá, na sorna, sinto-me sempre muito orgulhoso dele e da sua companhia. Acho que é um homem bom, capaz e generoso, e essas são algumas das melhores qualidades que se podem ter. Seja como for, sinto-me sempre muito bem quando estou lá embaixo, com eles. Fico um bocadinho cansado, é certo, porque eles têm todos uma energia tão grande, mas sinto-me sobretudo feliz e em paz com a vida.

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