?

Log in

No account? Create an account

Previous Entry Share Next Entry
o escritor fantasma, o segredo do espadao
rosas
innersmile


É um projecto que tenho mas vou sempre adiando: ler mais livros do Philip Roth. Lembro-me de ler, quando era demasiado novo para entender, O Complexo de Portnoy. Mais recentemente li Conspiração Contra a América, e senti-me arrebatado pela escrita única de Roth, uma mistura poderosa de ligeireza na escrita e profundidade na matéria, de densidade psicológica e perplexidade identitária, de agilidade narrativa e ambiguidade de sentido. Fiquei fã, mas de alguma maneira a leitura dos seus livros obriga-me a um certo esforço, não pela dificuldade da leitura mas pela violência do confronto, que me leva a ser preguiçoso e ir adiando.

Li recentemente O Escritor Fantasma, uma obra já de finais dos anos 70, e que é o primeiro volume de uma série de livros dedicados à personagem de Nathan Zuckerman, e novamente fui arrebatado pelo poder da escrita de Philip Roth. Do ponto de vista do enredo o livro é estranho e volátil, nada é o que parece, sendo, todavia, o que é. As personagens são fantasmas e fantasmas de fantasmas. Há passagens que se lêem quase compulsivamente, como quando estamos a ler aqueles policiais que nos obrigam a ler sempre mais uma página.



Sou fã das personagens de Blake e Mortimer, criadas por Edgar P. Jacobs, mas que o grosso da obra tem sido criado por outros artistas e guionistas. È um pouco irritante porque nem sempre é fácil encontrar os seus livros à venda, nem mesmo naquelas livrarias que habitualmente dispõem de mais BDs, e quando se encontram há poucos volumes à venda.

Mas consegui encontrar agora os primeiros livros de E.P. Jacobs, os três tomos de O Segredo do Espadão. Adoro o ambiente de espionagem e de guerra desta BD, a limpeza do desenho, tão característica da BD belga e francófona em geral, os quadrinhos cheios de texto em letra tão miúda que tive de os fotografar com o telemóvel e a ampliar a imagem, adoro o humor e o tom muito maniqueísta, em que os bons são muito bons e os maus são todos maus, não há nada que os salve ou redima.

  • 1
"senti-me arrebatado pela escrita única de Roth, uma mistura poderosa de ligeireza na escrita e profundidade na matéria, de densidade psicológica e perplexidade identitária, de agilidade narrativa e ambiguidade de sentido"
Não podia concordar mais contigo, padrinho!
Também eu tenho na minha "to do list" ler mais livros do Sr. Roth... mas ando tão entretida com manga e manhwa que mal consigo perceber que existem outras coisas!! ;)
São fases difíceis da "pós-adolescência" *cough* *cough* ;D
[***]

Como fica provado pelo post, pós-adolescencia Forever :)

  • 1