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são pedro
rosas
innersmile
Que desolação. Fiz aquele que é um dos meus passeios preferidos, entre Monte Real e São Pedro de Moel, através da estrada atlântica que une a praia de São Pedro à da Vieira de Leiria. É uma tristeza, tudo devastado pelo fogo. Ao longo dos anos, já não é a primeira vez que vejo ardido o pinhal de Leiria nesta região (logo no início do percurso, à saída da Praia da Vieira, a juventude dos pinheiros lembrava quão recente tinha sido o último grande incêndio. Mas nunca tinha visto nada assim, pela extensão da destruição. É uma dor de alma, e não há outra forma de o dizer, até dá vontade de chorar. Apenas um perímetro muito próximo de São Pedro foi poupado (as famosas voltas dos Cinco e dos Sete).

Mas mesmo assim foi um belo passeio. Gosto sempre de passear por Monte Real, de seguir pela ruazinha que vai do Palace até às termas. É muito agradável e traz-me sempre as melhores e mais jubilosas recordações. A lembrança desses dias felizes, mesmo sabendo que não voltarão nunca, dá-me sempre alegria e bem-estar. A tristeza e as saudades que sinto não destroem a alegria que guardo em mim desses dias. E tenho a certeza de que sempre será assim, de tal modo a alegria desses dias está viva em mim.

E o mesmo se passa em São Pedro de Moel. É um lugar tão bonito e feliz. E embora sabendo que neste momento é tão triste e desolador o cenário que o circunda, mesmo assim os olhos alegram-se e o espírito apazigua-se, a olhar para o mar, para a mancha verde que refresca o casario, para a beleza um pouco retro da arquitectura. Apazigua-se o espírito mas igualmente o estômago, pois cumpri mais uma jornada gloriosa no Brisamar, um dos meus restaurantes preferidos, tanto pela qualidade da comida, quanto pela calorosa e requintada forma como somos sempre recebidos.

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