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o engenheiro
rosas
innersmile
Ontem o Papa Francisco falou em directo do Vaticano com os astronautas que estão a bordo da estação espacial internacional (EEI, ou ISS na denominação em inglês), que orbita em torno da Terra desde 1998, sendo desde 2000 permanente ocupada com tripulações. Neste momento, a tripulação encontra-se completa, seis elementos, dos quais três norte-americanos, dois russos e um italiano. Foi uma espécie de entrevista, em que o Papa fez as suas perguntas em italiano, e os astronautas responderam nos seus próprios idiomas, com tradução de Paolo Nespoli, o astronauta italiano.

O Papa fez as perguntas que eu faria, e que são as perguntas que um miúdo de 12 anos faria: como é viver sem gravidade, sem saber o que está em cima e o que está em baixo, porque é que escolheram ser astronautas, qual é a sua coisa preferida na vida no espaço. Um dos astronautas respondeu que a sua maior alegria é olhar pela janela e ver o trabalho de Deus pelo ponto de vista do próprio criador, perceber a beleza da Terra, e como, vista do espaço, é um lugar de paz absoluta, sem fronteiras ou conflitos, mas também perceber como é fina a camada da atmosfera, a fragilidade da nossa existência.

Numa das suas perguntas, o Papa quis saber qual era o pensamento dos astronautas, com esta sua experiência do espaço, sobre o lugar do homem no universo. O astronauta Paolo Nespoli respondeu que essa era uma pergunta demasiado complexa, a que não conseguia responder, que ele era um simples engenheiro e estava ali apenas pelo conhecimento.

Há uma poesia de uma beleza pura e infinita neste diálogo. O representante de Deus na Terra pergunta aos representantes dos homens no céu, qual o lugar do homem no Universo. E se tivéssemos a possibilidade de fazer a pergunta ao próprio Deus, muito provavelmente ele responderia da mesma maneira: Não sei, sou apenas um engenheiro!
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Eu perguntaria... mas paro, penso e me recolho outra vez.

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