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Aproveitar este fim de semana de inverno (o pior é o frio é a chuva é o vento) para sornar com o gato e com Os Vampiros, uma novela gráfica da autoria do músico de jazz e cineasta (e argumentista de BD) Filipe Melo e de Juan Cavia, que assegurou as ilustrações. A história passa-se em plena Guerra Colonial, no teatro de guerra da Guiné, e Filipe Melo, que tem especial predileção pelo universo do fantástico e do horror, consegue aliar a narrativa de guerra a um ambiente fantasmagórico. Há monstros nesta história, e muitos: a maioria de carne e osso, fardados e armados pelo exército. Mas há também outros, sombrios e de reluzentes olhos vermelhos, que vão assomando de vez em quando, e acerca dos quais nunca percebemos se existem mesmo ou se não passam de projeções mentais dos próprios soldados. As ilustrações de Cavia são belíssimas, e dizer que têm um carácter todo cinematográfico, ainda que seja verdade, parece diminuir o poder e a intensidade do desenho, o seu equilíbrio, a perfeição do “quadrinho” (no cinema diríamos: do plano). Para além de tudo isto, Os Vampiros é um dos mais verossimilhantes relatos da guerra colonial que conheço.

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